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domingo, 28 de agosto de 2011

Não pire nas redes sociais - se é que isso seja possível....

Jessica H. Lawrence, ao deixar seu emprego no Girl Scouts do distrito de San Gorgonio em Redlands (Califórnia) para começar um nova vida em Nova York, chegou na cidade, no final de janeiro, sem emprego, apartamento ou alguém para mantê-la aquecida nas noites de inverno.
Mas, em menos de seis meses, ela encontrou todos os três --e tudo isso graças ao Twitter.
O emprego surgiu após uma mensagem inspiradora de um amigo no Twitter que a fez participar do encontro NY Tech Meetup, onde ela se candidatou para um emprego e se tornou a diretora-executiva.
Ela encontrou um apartamento depois de enviar uma mensagem no Twitter ao fundador do restaurante Midnight Brunch. Isso acabou se transformando em um convite e --depois do encontro com os donos da casa revestida de pedra, onde as refeições são servidas-- no apartamento do subsolo também.
Quanto ao namorado, um dos fundadores do clube do vinho Noble Rot, ela o conheceu quando começou a seguir o clube no Twitter. Na próxima semana, eles vão se mudar para um apartamento em Williamsburg.
"Então, você pode ver por que eu tenho esse amor eterno pelo Twitter", disse Lawrence, 32. No entanto, sua devoção a uma rede social não é um ato de sentimentalidade --é parte de uma cuidadosa estratégia de combate à exaustão nas redes sociais. Em um tempo no qual qualquer pessoa com acesso à internet deve se dedicar a diversos sites de relacionamento e manter um emprego durante o dia, Lawrence decidiu concentrar-se em um único site em vez de se desdobrar além de seus limites sobre meia dúzia deles.

                     Hiroko Masuike/The New York Times
Jessica Lawrence, que optou por usar apenas o Twitter, em seu apartamento em Nova York
Jessica Lawrence, que optou por usar apenas o Twitter, em seu apartamento em Nova York

A pressão implacável para participar das mais novas redes sociais tornou-se destaque em junho com o lançamento do Google+, o site de relacionamento do Google. De acordo com a Nielsen, as redes sociais são atualmente a atividade on-line mais popular, superando o envio de e-mails, as pesquisas na internet e a participação em games.
Colocando de outra forma: um em cada quatro minutos e meio gastos na web é dedicado aos sites ou blogs de relacionamento. E, no ano passado, o visitante comum gastava 66% mais tempo nesses sites do quem em 2009, quando os primeiros adeptos já estavam se sentindo digitalmente exaustos.
"Eu estou com sobrecarga tecnológica", disse Lawrence, que tem contas no Facebook e no LinkedIn, mas que quase não as usa mais. "Eu já sinto como se estivesse vivenciando uma morte lenta por e-mail." Mesmo adorando tecnologia e usando o Google+ desde o seu lançamento, "estou tendo muita dificuldade para justificar a inclusão de outra ferramenta social para o meu kit de ferramentas", disse ela.
Mas qualquer tentativa reducionista feita por internautas cansados é complicada devido à proliferação de sites como o Klout e o PeerIndex, que estão ativamente calculando a influência dos usuários e ranqueando-os em uma hierarquia on-line. (No Klout, cada usuário recebe uma pontuação entre 1 e 100. Se você estiver na faixa dos 20 pontos, está na média; se tiver algo próximo de 40, você está sendo seguido de maneira saudável; se a sua pontuação for 100, você é o Justin Bieber).
Dependendo da pessoa em questão, isso é algo fantástico ou assustador. No futuro, marcas e até potenciais empregadores poderão tomar decisões a seu respeito com base em sua pontuação. (Algumas empresas, como a Virgin America e o Palms Hotel and Casino em Las Vegas, fizeram testes com o Klout.)
Os usuários mais ativos e organizados das redes sociais têm rotinas diárias para aprimorar suas identidades digitais. Geralmente, essas rotinas dependem de automação e distribuição. Por exemplo, sites como o Ping.fm, o OnlyWire e o Hellotxt permitem que os usuários publiquem o mesmo conteúdo em vários sites de relacionamento com um ou dois cliques no mouse. Outros sites, como o Buffer, o SocialOomph e o TwitResponse, possibilitam que os usuários escrevam posts com meses de antecedência e os agendem para serem publicados em uma data futura.
"Automação, tanto em termos da data em que o conteúdo é disponibilizado quanto distribuído, é o que me impede de enlouquecer", disse Josh Kaufman, autor de "The Personal MBA: Master the Art of Business" (O MBA pessoal: domine a arte dos negócios, na tradução literal). "Caso contrário, isso seria simplesmente impossível de gerenciar."
As contas do Facebook e do LinkedIn de Kaufman estão ligadas à sua página do Twitter. Então, quando ele publica uma atualização no Twitter, ela aparece em todas as suas três contas. "E, quando eu conseguir descobrir como fazer para transmiti-la para o Google+, eu o farei também. "Será que eu preciso ter o controle de mais alguma coisa?", disse ele imaginando.
A resposta é não, mas, por enquanto, Kaufman, 29, residente de Fort Collins (Colorado), tem reservado para sua rotina em redes sociais menos de 30 minutos todas as manhãs (na verdade, exceto pelo dia em que cortou a sua lista indigesta das pessoas que seguia no Twitter de 1,5 mil para 85).
Dito isso, ele mantém os painéis das redes sociais abertos em seu computador o dia todo a fim de absorver as suas informações gotejantes. Por trabalhar sozinho, ele gosta do "efeito bebedouro" dos feeds de seus amigos: a facilidade com que ele pode dizer olá para alguém distante, mesmo que apenas por um momento.
Quando ele precisa se concentrar, ele confia no Freedom, um aplicativo de produtividade capaz de bloquear a internet por um período de até oito horas. Alternativamente, ele configura o seu computador de modo que, ao tentar desviar seu browser para, digamos, o Google+, o computador o direciona, em vez disso, para uma página no desktop.
"Se você usa sua força de vontade uma vez para mudar o ambiente", disse ele, "não é preciso ter disciplina".

Editoria de Arte / Folhapress
Alguns usuários acreditam que todas essas redes sociais acabam levando a uma alienação.

"Eu prefiro passar o tempo com alguém em um restaurante em vez de passá-lo no Foursquare dizendo às pessoas 'Eu estou no restaurante'", disse Graham Hill, 40, fundador do site TreeHugger e do concurso de design LifeEdited. Falando de uma cabana no Canadá sem serviço de internet, ele disse que usa o Twitter e o Facebook e que está bisbilhotando o Google+. No entanto, Graham se esforça para ser eficiente.
Por exemplo, ele lê um livro no Kindle, faz o upload das citações e das ideias inspiradoras em sua conta da Amazon para, em seguida, editá-las em forma de posts no Twitter, os quais agenda para serem publicados ao longo de muitas semanas por meio do serviço de monitoramento HootSuite.com.
Algum dia, ele espera contratar alguém para editar e publicar conteúdos em seu lugar a fim de que seja possível passar mais tempo off-line.
"Os momentos intermediários são importantes", disse ele, referindo-se aos momentos ociosos da vida, como esperar na fila do banco ou tomar um táxi, "momentos em que você deveria estar consigo mesmo em vez de tentando estar em algum lugar no qual não está."
Muitas pessoas escolheram desintoxicar-se das redes sociais ou optaram por saírem delas simplesmente para voltarem mais tarde. Lawrence afirma que analisa todos os sites de relacionamento fazendo a si mesma uma única pergunta: "Isso irá melhorar a minha vida?".
Cada site de relacionamento tem a sua própria cultura, disse Brian Solis, diretor do Altimeter Group, uma empresa de pesquisa tecnológica, e autor do livro "The End of Business as Usual" (O fim dos negócios como costumavam ser, na tradução livre). Mas cada cultura não é certa para cada pessoa.
"O valor está nos olhos de quem vê", disse Solis, acrescentando que uma pequena porcentagem de leitores de seus sites de relacionamento afirma estar sofrendo de fadiga das redes sociais. E eles costumam tomar um segundo fôlego.
"Todas as pessoas ainda estão falando sobre requerer a falência do e-mail", disse ele. "Mas, no final do dia, você continua a usá-lo."
 
Tradução de FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS
Fonte: http://bit.ly/pwp0XL
 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Pesquisa indica 'cansaço de redes sociais' em usuários (Será??)

(Penso que pode estar havendo uma maior conscientização quanto ao uso das redes. As pessoas estão deixando de ser "viciadas", para se tornarem pessoas que aprenderam a fazer um bom uso das redes, e descobriram que, para isso, não é necessário passar 24 horas em frente ou dentro delas. Isso é o que eu peno sobre o assunto. Rute)



Usuários mais jovens usam mais as redes sociais que os usuários mais velhos
Uma pesquisa realizada por uma consultoria especializada em tecnologia da informação identificou "sinais de fadiga" no uso de redes sociais, como Facebook, Orkut e Twitter, entre segmentos de usuários em diversos países.
A pesquisa da consultoria Gartner ouviu 6,3 mil pessoas entre 13 e 74 anos de idade, em 11 países desenvolvidos e emergentes, incluindo no Brasil.
Do total, 37% dos respondentes disseram ter aumentado o uso de redes sociais, principalmente entre os mais jovens.
Por outro lado, 24% disseram que estão usando as redes sociais menos do que no início.
"A pesquisa mostra uma certa fadiga das redes sociais entre os usuários mais antigos", disse o diretor de pesquisas da Gartner, Brian Blau.
"O fato de 31% do grupo na categoria 'aspirantes' (mais jovens, que circulam por vários ambientes e com uma percepção mais aguçada sobre as marcas) indicarem que estão cansados de redes sociais é algo que os provedores dessas redes devem monitorar, porque eles precisarão inovar e variar para manter a atenção do consumidor", avaliou.
"Os conteúdos de marca precisam ser inovadores e capazes de capturar a atenção das pessoas imediatamente. A nova geração de consumidores é incansável e tem uma janela curta de atenção, e é preciso muita criatividade para criar impacto significativo."

Privacidade
Para os entrevistados, a exposição da privacidade é a razão mais forte para desistir de usar as redes sociais. Em seguida, vem a superficialidade dos comentários postados por outros usuários.
Em seguida, a questão da privacidade volta, com os usuários dizendo que usam menos as redes sociais porque não querem que os seus contatos saibam demais sobre a sua vida.
"Os adolescentes e jovens na faixa dos 20 anos de idade têm muito mais probabilidade de dizer que aumentaram o uso das redes sociais", disse a especialista que coordenou a pesquisa, Charlotte Patrick.
"Na outra ponta do 'espectro do entusiasmo', as diferenças etárias são muito menos marcadas, com uma proporção consistente de pessoas dizendo que estão usando menos as redes sociais."

Brasil
A pesquisa ouviu 581 pessoas no Brasil, onde o Orkut ainda é o líder de usuários, seguido pelo YouTube e pelo Facebook.
"O Brasil é normalmente é citado como um dos países que adotam com entusiasmo as redes sociais, mas nossa amostra de respondentes não exibiu essa tendência forte de uso", afirmou a pesquisa.
"O uso foi médio, centrado principalmente no Orkut e no Facebook, com uma das taxas mais altas de uso de Internet Messenger e sites de chat entre os usuários com até 40 anos."
Entre os usuários brasileiros, a pesquisa notou um nível maior de preocupação com a privacidade que outros países.
Entre os entrevistados brasileiros, 46% se disseram preocupados com o tema, ante uma média geral de 33% de usuários.

Fonte: http://bbc.in/qplhLz

Popularidade do Twitter dá origem à arte da hashtag perfeita


Com a crescente popularidade do site de microblogs Twitter, existe hoje uma busca por maneiras de se resumir tópicos quentes com a inclusão, na mensagem, da chamada "hashtag" perfeita.
Na Grã-Bretanha, algumas das hashtags mais populares dos últimos tempos foram #hackgate, uma referência ao escândalo das escutas telefônicas que resultou no fechamento do tabloide News of the World, e #oneyeartogo (em tradução livre, falta um ano), marcando a contagem regressiva de um ano até as Olimpíadas de 2012 em Londres.
O uso da hashtag ocorreu de forma espontânea pelos usuários do Twitter
O símbolo #, conhecido no Brasil como "jogo da velha" e cujo nome em inglês é hash, é usado como um marcador para palavras-chave ou tópicos dentro de uma mensagem (ou tweet). Seu uso foi criado de forma espontânea pelos usuários do site para categorizar as mensagens.
Quando o usuário clica em uma hashtag em qualquer mensagem, obtém acesso imediato a todos os outros tweets enviados sobre aquele assunto.
Digitar a hashtag no mecanismo de buscas do Twitter também permite ao usuário localizar mensagens que a incluem, possibilitando um agrupamento de notícias sobre um mesmo tema.

Campeãs de Popularidade
Entre as hashtags mais populares do Twitter está #thingswelearnedontwitter (coisas que aprendemos no Twitter). Essa hashtag tende a ser incluída em tweets contendo micro-lições de sabedoria, como, por exemplo, "escrever de forma coerente usando 140 caracteres ou menos é uma forma de arte".
Outra favorita é #getsonmynerves (isso me irrita), incluída, por exemplo, no tweet "people really like to take pictures of their food" (as pessoas realmente gostam de fotografar sua comida).
Entre os britânicos, a hashtag #stayonyourfeet está entre as favoritas do ano.
A frase, que quer dizer "fique em pé" em tradução livre, foi usada por um comentarista de futebol inglês durante um jogo da Liga dos Campeões entre o time espanhol Real Madrid e o inglês Tottenham Hotspur.
O comentarista pedia aos jogadores que não se atirassem no chão para simular faltas. Mas repetiu a frase tantas vezes que a expressão acabou virando piada.
Incorporada pelo jogador inglês Rio Ferdinand em um dos seus tweets - Ferdinand tem mais de um milhão de seguidores no Twitter - a hashtag tornou-se um super hit.
O serviço de monitoramento de tweets Topsy.com disse que, desde o jogo, em abril, a expressão foi incluída em 42 mil tweets e o número continua subindo.
Ferdinand está agora vendendo camisetas com a hashtag.
O site registra hoje 200 milhões de tweets por dia - no ano passado, eram 95 milhões

Mais política e, possivelmente, mais ofensiva, foi a hashtag contendo um palavrão usada pelo blogueiro americano Jeff Jarvis para desabafar sua raiva contra os congressistas dos Estados Unidos durante as negociações para a elevação do teto da dívida americana.
"Hashtags são abertas e profundamente democráticas", escreveu Jarvis em seu blog após a hashtag ter se tornado viral. "As pessoas se agrupam em torno de uma hashtag."
"Hashtags permitem que nos reunamos em torno de tópicos, eventos e ações em várias plataformas. (...) É singular que algumas pessoas tenham feito lobby para que eu mude a hashtag, como se eu pudesse controlá-la."
O site Topsy.com disse que a hashtag já foi incluída em 120,000 tweets.

Sarcasmo
Do seu quarto na cidade inglesa de Luton, a estudante Sanum Ghafoor, de 19 anos, criou a hashtag #blamethemuslims (a culpa é dos muçulmanos) após observar a cobertura feita pela mídia dos ataques ocorridos recentemente na Noruega.
"Primeiro, era um ataque terrorista da Al-Qaeda", disse Ghafoor à BBC. "Depois, quando descobriram que (o responsável) era um norueguês, os comentaristas decidiram que se tratava de um plano originado no próprio país, porém inspirado na Al-Qaeda. Quando ficaram sabendo que o assassino era louro e tinha olhos azuis, decidiram que ele era um muçulmano convertido, inspirado pela Al-Qaeda. A culpa era automaticamente dos muçulmanos, então criei a hashtag".
A intenção de Ghafoor era, sarcasticamente, culpar os muçulmanos por absolutamente tudo. A hashtag circulou o planeta, sendo incluída em mais de 165 mil tweets - segundo dados do Topsy.com.
Muitos se ofenderam, mas muitos simplemente aderiram à piada.
Por exemplo: "A bateria do meu telefone está acabando #blamethemuslims".

Twitter
Hoje, o site Twitter gera mais de 200 milhões de tweets por dia. Em dezembro do ano passado, o índice era de 95 milhões.
O site monitora o volume de termos mencionados constantemente. Tópicos cujo uso sobe de forma dramática são incluídos nos "trending topics" (uma lista de tendências).
E embora o site não tenha hashtags favoritas, revela os tópicos que geraram o maior número de tweets por segundo.
O recorde mais recente foi estabelecido na final da Copa do Mundo Feminina da Fifa, em julho. O volume de tweets enviados atingiu 7.196 mensagens por segundo. Eram seis horas da manhã no Japão e as japonesas venceram.
Um evento como esse requer a atenção do público. Mas para a pessoa que cria a hashtag, o desafio é chamar a atenção das pessoas com um uma frase criativa e bem feita.
E não é fácil.

Fonte: http://bbc.in/rkJb75 

domingo, 21 de agosto de 2011

Um momento histórico na Itália: Vá Pensiero - A Ópera de Roma fez bis

No último dia 12 de março/2011 a Itália festejava os 150 anos de sua unificação no reinado de Vitorio Emanuele II, unificação esta que só foi realmente confirmada 68 anos depois no tratado de Latrão. Naquele dia, a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabuco de Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical, mas também, política, à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).
Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti. Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno – ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento.
Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma incomum ovação, clima que se transformou numa verdadeira «noite de revolução » quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral «Va pensiero», o famoso hino contra a dominação. « Há situações que não se pode descrever, mas apenas sentir o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; clima que se transforma em fervor aos primeiros acordes. A reação do público é visceral, quando o coro entoa – ‘Ó minha pátria, tão bela e perdida’».
Ao terminar o hino os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público se manifesta com gritos de «bis», «viva Itália», «viva Verdi» . Das galerias são lançados papéis com mensagens políticas.
Não sendo comum dar bis durante uma ópera, e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro À La Sacala de Milão, o maestro hesitou, pois como ele depois disse: «Não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular». Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico, o maestro encarou o público e o próprio Berlusconi. Fazendo-se silêncio, e reagindo a um grito de «longa vida à Itália», disse:
«Sim, longa vida à Itália mas ... [aplausos]. Não tenho mais 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto concordo com o vosso pedido de bis para o Va Pensiero. Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o coro que cantava ‘ Ó meu pais, belo e perdido’, eu pensava que a continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual se assenta a história da Itália. Neste caso, nós, nossa pátria, será verdadeiramente ‘bela e perdida' (aplausos retumbantes, incluindo dos artistas da peça). Reina aqui um ‘clima italiano’; eu, Mutti me calei por longos anos. Gostaria agora...   nós deveríamos dar sentido à este canto ; como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um coro que cantou magnificamente, e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos. »
Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Coro dos Escravos. Pessoas se levantaram. Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou. Foi um momento magnífico na ópera ! Vê-se, também, o pranto dos artistas. Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas, sobretudo, uma declaração do teatro da capital dirigida aos políticos.
Este vídeo nos brinda, assim, com um estupendo, talvez histórico, momento de desempenho musical e revolta cultural, diante dos desgovernos, prevaricações e falta de lideranças, não só no Brasil, mas no mundo como um todo.
Um momento intenso de emoção para os apaixonados pela música, mas também, pelos direitos humanos.

 


Recebido por email, de Ciro.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Uma imagem vale por mil palavras


Alguém ainda não sabia o signficado do termo: "Ficar debaixo da asa da mãe"?
Agora tem como saber isso.
Como os animais se protegem e protegem aos seus, heim!?
Quantos pais (mãe e pai) fazem isso no "reino humano"?
Recebi isso , por email, de meu amigo Ciro que tem um blog de fotografias das mais lindas, mas, diz ele, q esta não é dele. E não conhece o autor.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Porto Alegre, uma fascinante cidade onde não vale o que está escrito


Em Porto Alegre, ao contrário de no Brasil do jogo do bicho, não vale o que está escrito. E a maior atração da cidade é – como dizem a respeito da macheza da gente daquele estranho país ao Sul de Santa Catarina – uma ficção. Ou, no mínimo, uma gigantesca dúvida.
Não vale o que está escrito. As placas e os mapas dizem Rua dos Andradas, mas na verdade ali é a Rua da Praia – e não há praia alguma por perto. Está escrito Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, mas o povo fala Parque Harmonia. Oficialmente, é Parque Moinhos de Vento, mas o que vale é o nome de Parcão. O Parque Farroupilha só é Farroupilha nas placas e mapas, porque de fato ali fica o Parque Redenção. Na Rua da República, há o Armazém da Esquina – que fica não numa esquina, e sim bem no meio de uma quadra.
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Ficção, ou gigantesca dúvida. A grande atração da cidade, uma beleza danada, o Rio Guaíba, famosíssimo, cantado em prosa e verso, até porque aquele povo escreve muito, e escreve bem, não chega a ser um rio. Parece mais um lago. Passa, atualmente, por uma séria crise de identidade. A moça cuja voz gravada sai dos alto-falantes do Cisne Branco, o belo barco que faz passeio naquelas águas às vezes barrentas, às vezes escuras, às vezes azuis, abre a discussão: informa que o Guaíba sempre foi chamado de rio, mas os especialistas dizem que é um lago. O guia do ônibus de dois andares sem teto em cima – como os de Paris – também lança o questionamento. E o mapa oficial distribuído pela Secretaria Municipal de Turismo crava: Lago Guaíba.
Só que não é bem um lago, já que as águas andam do Delta do Jacuí, ao Norte, em direção à Lagoa dos Patos, ao Sul.
Vai entender.
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E a mais recente atração da cidade, o prédio da Fundação Iberê Camargo, debruçado numa elevação sobre a beleza do Guaíba, com uma vista espetacular para os prédios da cidade ao longe, como se fosse um morro em Sausalito de onde se vê a silhueta deslumbrante de San Francisco do outro lado da baía, é um horroroso, grotesco caixote de concreto pintado de branco, com apenas umas três minúsculas janelinhas, mais parecidas com vidros de aquário, dando para aquela imensidão toda.
Mas que não se pense que as constatações acima são uma crítica à cidade. Porto Alegre é uma cidade belíssima, calorosa, agradável, apaixonante.

As belas se mostram
Então, para começar: eta cidade para ter mulher bonita, tchê. Talvez seja – deve ser – por causa da mistura, da miscinegação. Miscigenação embeleza, e lá teve de tudo, índio, português, italiano, alemão, preto. Muita mulher longilínea, lindilínea, altas, bonitas, gostosas. Mary, que não tem absolutamente nada de homo, ficou impressionada, talvez tanto quanto eu.
Reparei muitas mulheres de vestidão comprido, até o pé. Tem mesmo – mas também tem um bando de mulher de jeans apertados, bunda bonita, e um bando de mulher sem nenhuma vergonha de mostrar belas coxas. Às vezes dá a impressão de que todas tinham passado o verão inteiro na praia, coxas bronzeadinhas.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Entrevista com o jornalista Tão Gomes - ( @taogomes) - Parte 1

“O que aconteceu é que Tancredo temia que, se não fosse empossado, com direito à faixa e tudo, os militares poderiam dar um golpe dentro do golpe.” (T.G.P.)

Por Elenilson Nascimento

Tão Gomes Pinto é um raro exemplo de jornalista brasileiro que consegue conversar com o mundo para além dos muros da academia e das redações de jornais cheias de egos inflados. Jornalista, fez parte das equipes que criaram o "Jornal da Tarde", em SP, e das revistas "Veja" e "Isto É". Trabalhou ainda na "Manchete" e "Imprensa", foi colunista da "Folha de S. Paulo", entre outras atividades. No outro lado do balcão, foi Secretário de Imprensa do governador Franco Montoro, do Ministro Roberto Gusmão, do prefeito de Campinas, Jacó Bittar e mais recentemente trabalhou com o senador Delcídio Amaral.

Seja nos seus textos, seja em livros, seja na sua expressiva coluna semanal na Rádio Metrópole FM (Salvador-BA), ele sabe se comunicar com o grande público sem baratear suas ideias. Mais rara ainda é a sua disposição para criticar certezas e lugares-comuns bem estabelecidos entre seus pares.

Ele já circulou entre presidentes, ministros, altos executivos. Viaja constantemente pelo país e para o exterior e não sai das caóticas pontes aéreas. Visto assim, à distância, o cotidiano do Tão Gomes, amigo íntimo do Arnold, parece ser puro glamour. Mas é feito de suor, estudo e disciplina, como ele mesmo conta nessa entrevista exclusiva (*que eu quase pensei que ele tinha desistido).

Alguns amigos dizem que o Tão Gomes é um dinossauro do jornalismo. Ele rebate à altura: "Dinossauro é marca registrada do Joel Silveira. Eu, no máximo, sou um elefante, um bicho que se lembra de suas vidas passadas". Para ele, cada trabalho é uma "experiência renovadora". E elas são muitas, já que começaram no ano de 1962. Tão é um crítico feroz da cultura brasileira que conseguiu definir ironicamente o espírito dos tempos descrevendo um cenário comum na classe média intelectualizada, conversa com se estivesse num jantar inteligente, no qual os comensais da morte, entre uma e outra taça de vinho chileno, se cumprimentassem mutuamente por sua “consciência social”. Diz Tão Gomes: “Se você admitir que tudo o que disse ali, naquela análise aprofundada de um fato político, não passa de um besteirol em linguagem erudita, eu até respeito você. Agora se você leva a sério o que escreveu, então a besta é você”. Em suma, é uma honra imensa aqui no LITERATURA CLANDESTINA receber uma das melhores cabeças desse país, então acompanhe essa entrevista com o Tão Gomes Pinto – dividida em partes – e comprove que o porque o cara é muito bom! Respondi? Mais ou menos, eu acho...

Elenilson – O seu livro “O Elefante é um Animal Político” traz crônicas sobre esse Brasil vendido nos “discursos para analfabetos do Lula” como o “BraZil contemporâneo do futuro”. Futuro esse que desde quando eu era espermatozóide eu ouço falar. Você já foi assessor parlamentar, conviveu e se divertiu com todas as picaretagens feitas por esses “manobristas de bagaça”. O que o “Elefante” do Pinto traz de inédito, já que muitos tentam ser divertidos, mas quando o assunto é política, a coisa parece que degringola?

Tão Gomes Pinto – O assuntou degringola porque, no Brasil, política não pode ser levada a sério. Então, já que não é sério, deixa rolar, degringolar, virar do avesso, contar história de frente para trás, vale falar e fazer qualquer coisa, quando se trata de política. Você pode até tratar o assunto em profundidade, mergulhar em análises e prospecções, escrever artigos de página inteira e publicá-los no Estadão, no Globo, no Correio Braziliense ou num veículo supostamente independente, entre aspas, como, digamos, a Caros Amigos... Se você admitir que tudo o que disse ali, naquela análise aprofundada de um fato político, não passa de um besteirol em linguagem erudita, eu até respeito você. Agora se você leva a sério o que escreveu, então a besta é você. Respondi? Mais ou menos, eu acho...

Elenilson – Brizola, FHC, Lula, Maluf, a ascensão e queda de Collor (*eu perdi o meu estágio num banco por causa desse f.d.p., ups, escapoliu!), o recém morto Itamar Franco, etc. Você estava no centro de tudo isso. Como avaliar agora, passado esse tempo todo, o que esses “camaradas” queriam realmente?

Tão Gomes Pinto – São pessoas como a gente (eu, você, etc...) que tiveram a sorte, ou o azar, de entrar na política e, estavam destinados, por instinto (ou pelo destino simplesmente), a ocuparem postos de responsabilidade. Aí, cada um agiu conforme a sua educação, consciência, influência de amigos, etc... e foram levando a vida cada um com a sua vocação. Ou tendência (o DNA deve funcionar no caso). E já que o destino reservou para eles um lugar de proeminência – e eles chegaram lá – imaginaram N maneiras de se perpetuar no cargo. Talvez, da turma que você menciona, só escape o Itamar, mais desapegado do exercício do mando. Tanto que chegou a presidência sem maiores esforços. Um amigo dele, o falecido deputado Raul Belém, falava sempre da sorte do Itamar... Ele dizia que às vezes era preciso ficar batendo na janela do quarto onde o Itamar dormia e dizer: "Acorda Itamar... acorda... vem ver tudo o que Deus decidiu fazer de bom pra você hoje... vem ver rapaz...". Às vezes o Itamar acordava. Em outras, virava pro lado e continuava dormindo. Respondi? Mais ou menos, eu acho...

Elenilson – Os vários planos econômicos que esse país já teve foram necessários mesmo? O que de errado aconteceu no meio do caminho para que a coisa fosse levada dessa forma?

Tão Gomes Pinto – Essa história de plano econômico foi uma espécie de febre, onde os economistas praticamente tomaram o poder, no caso brasileiro. Essa subordinação abalou a saúde do país por várias décadas. Agora passou... mas já há no horizonte sinais de que pode voltar. É como a maleita ... que sempre um dia volta. Eu assisti (com estes meus olhos) duas cenas, em dois momentos diferentes (portanto, dois planos econômicos diversos) o então ex-ministro Delfim Netto, que já foi chamado de Czar (ou Tzar) da nossa economia, pegar uma nota e ficar olhando para ela com a perplexidade de um homem primitivo. Foi durante a tentativa de um plano que pretendia acabar com a inflação por decreto. Acho que era o Plano Collor. Depois de pegar a nota, revirá-la, tornar a examinar, o Czar me disse uma frase inesquecível: "Eu acho que a inflação é um fenômeno que acontece dentro da moeda...". Ou seja, escapava ao entendimento de nós, simples seres humanos. Outro momento, que eu diria inolvidável, foi o dia em que eu vi o presidente Sarney pegar no braço do Edilson Varela, então um dos diretores do Correio Braziliense e comentar: "Pois é, Edilson, inflação nunca mais...""Não existe almoço grátis. Sempre alguém está pagando a conta". Por isso não há plano que funcione. Os planos quinquenais da antiga URSS, o consenso de Washington, etc... todos se esquecem que alguém está pagando a conta. Em geral, são os mais pobres que pagam, sejam pessoas ou países. Não me recordo qual o plano econômico que vigorava na época. Mas voltando ao Delfim Netto, uma frase dele, que serve para qualquer regime político ou sistema econômico é a seguinte:

Elenilson – No meu romance “Clandestinos” que, depois de dez anos na gaveta, enfim, saiu em 2010 por uma editora, uma personagem na estória questiona a morte de Tancredo. Neste ano de 2011, no mês da morte de Tancredo Neves, a Rede Globo e todas as outras mostraram reportagens especiais sobre o assunto. Eu era muito pequeno, mas ainda lembro da comoção pública que foi a morte do presidente que não conseguiu receber a faixa. Até hoje não acredito naquela história para livros escolares. Conversando com um professor de História ouvi a história de assassinato, então eles inventaram esse conto de “diverticulite”, que agora vem sendo questionado e a Globo tenta manter as aparências de seu passado militar. O que sei é que no dia de sua posse, na missa celebrativa (*Catedral de Brasília), acabou a luz e ouviu-se um tiro (ou algo parecido). Dias depois foi divulgado que Tancredo teve uma crise e estava na UTI, no caso ele já estaria morto, mas os militares que por sinal apoiavam Sarney, encobriram a notícia e deixaram para divulgar sua morte no dia 22/04, coincidência com Tiradentes? Não fizeram isso pensando na comoção nacional? Diz-se ainda que a repórter Gloria Maria, presenciou a cena, e teve que ir fazer umas “reportagens” bem longe dali, por alguns anos na Finlândia. Tudo isso pode ter acontecido ou devemos, como cidadãos de bem (eu não viu!), deixar tudo enterrado? Você não acha que Tancredo poderia ter sido a melhor coisa que nesse país em matéria de dignidade política e, sabendo disso, os manda-chuvas providenciaram tirar o cara do mapa? Comenta.

Tão Gomes Pinto – Delírio puro... É incrível como essas histórias fantásticas, absurdas, sem pé nem cabeça, prosperam... Eu estive, não no centro, mas muito perto desses acontecimentos como assessor do Roberto Gusmão, na época um dos principais articuladores da candidatura Tancredo Neves, via Colégio Eleitoral. Teria dados minuciosos para desmentir essa versão, que reputo alucinada, sobre a morte de Tancredo. O que aconteceu é que Tancredo temia que, se não fosse empossado, com direito à faixa e tudo, os militares poderiam dar um golpe dentro do golpe. Ulysses Guimarães era um nome que os militares não admitiriam de jeito nenhum assumisse a presidência. Tancredo, Montoro, o pessoal bem informado sabiam disso. Ulysses eleito... Um golpe militar dentro do governo militar... Tancredo trabalhou sua aproximação com os militares desde o momento em que percebeu que ele seria o único nome da oposição que seria aceito pelo chamado “sistema”. Ele e alguns militares de boa cabeça sabiam que o chamado “sistema” se exaurira. Os milicos (os de boa cabeça, perceberam isso muito antes da campanha das Diretas-Já. Tancredo também percebeu. Tanto que 1983, ele era governador de Minas, mas já tinha um time de políticos trabalhando por uma candidatura de civil. E que, dentro dos nomes que seriam palatáveis para o regime militar, estava o de Tancredo, embora ele fosse do MDB, partido de oposição. Então, governador de Minas Gerais, Tancredo fazia contatos com militares e esses contatos ele não delegava a ninguém. Eram conversas diretas (e secretas, naturalmente) com os representantes do “sistema”. Os políticos que se entusiasmaram com a possibilidade de um civil da oposição chegar ao poder trabalhavam também muito discretamente. Entre eles estava o meu chefe na época, Roberto Gusmão, o Fernando Lyra, em Pernambuco, o próprio governador Montoro, o grande animador da campanha Diretas-Já. Os cabeças dessa campanha, que visava a aprovação da emenda Dante de Oliveira, sabiam que a aprovação a emenda (ela previa que as próximas eleições presidências fossem diretas) não passaria no Congresso, como de fato não passou. A mobilização das Diretas Já, patrocinada pelo Montoro, serviria no entanto trazer para a candidatura de Tancredo via Colégio Eleitoral, o chamado apoio popular. Esse apoio foi considerado necessário para legitimar, digamos assim, a candidatura de Tancredo pela via indireta, o que se conseguiu brilhantemente com a campanha Diretas Já empolgando multidões. No entanto, durante essa delicada costura política alguém teria que botar o guizo no pescoço do Ulysses Guimarães. Explicar para ele: 1 - A emenda Dante de Oliveira não passa no Congresso e nem pode passar. Se passar, os militares fecham o Congresso no dia seguinte. Então, caro Ulysses, não há hipótese de eleições diretas. 2 - Nas eleições indiretas, pelo Colégio Eleitoral, se você for candidato e ganhar, repete-se a cena. O Congresso é fechado e retomam-se as cassações de mandatos e tudo o mais que os militares sabiam fazer. Quem explicou isso tim-tim-por-tim-tim ao Ulysses, foi o Franco Montoro, na época em que eu era Secretário de Imprensa do governador. Mas essas conversas nunca transpiraram, nem poderiam, caso contrário o esquema, bordado com linha finíssima, se desmancharia por completo. Chegamos ao dia da eleição do Tancredo, já consagrado, a priori, como salvador da pátria pelo povão... Inclusive o Maluf chegou ao Colégio Eleitoral sabendo que iria perder. Mas não podia admitir isso publicamente porque estaria, de qualquer forma, desmanchando a costura toda. E o Maluf sabia mais. O Maluf teve acesso a ficha médica do Tancredo onde já havia o diagnóstico de diverticulite e a recomendação para operar Tancredo o quanto antes. Informação essa que ele não usou na campanha das indiretas porque o Paulo Maluf sabia que seria acusado de desestabilizador da redemocratização em curso. Acabaria sendo ele o grande culpado por uma eventual desistência de Tancredo ou sua improvável (naquela altura) derrota no Colégio Eleitoral. Mais ainda, Maluf teve acesso aos boletins médicos de Tancredo feitos pelos médicos do Senado, já eleito pelo Colégio Eleitoral. Tancredo, em visita ao Senado, teve uma crise, com fortes dores no abdômen. Enquanto dois senadores simulavam uma acalorada discussão, ameaçando chegar às vias de fato, para atrair a atenção de jornalistas e fotógrafos, Tancredo entrou sem ser notado no departamento médico do Senado. Saiu de lá com o diagnóstico: operação necessária e urgente. Mas ele embarcava para tradicional viagem dos pré-presidentes brasileiros à Europa no dia seguinte. Se observarmos as fotos dessa viagem, constataremos que, na maioria delas, Tancredo aparece com as mãos protegendo um dos lados da região dolorida. Na véspera da posse, eu estava com o Roberto Gusmão e notei-o absorto e distante. Então ele me disse: "Dr. Tancredo está com apendicite. Estão levando ele para o Hospital de Base". Ali começaria a tragédia da posse, com deputados que se diziam médicos, invadindo a UTI, gente entrando e saindo, e deixando no ar micróbios e bactérias da infecção generalizada da qual Tancredo não sobreviveria. Essa é a história real. O resto, como você diz, é romance. Mesmo com Tancredo internado, foi mantida a recepção no Itamaraty ao qual eu compareci. E vi com os meus próprios olhos o neto de Tancredo, Aércio, tocando no piano as músicas “Como pode o peixe vivo, viver fora da água-fria...” e “Ó Minas Gerais, quem te conhece...” Estava ali presente todo o “staff” que trabalhara para a eleição de Tancredo e a felicidade e alegria eram gerais... Ou esse pessoal disfarçava a gravidade da cirurgia de Tancredo, ou não sabiam dela. A cirurgia em si, era simples. Impossível foi controlar a infecção generalizada e o sofrimento de Tancredo, que acabariam, por pura coincidência, no dia 21 de abril.

Retirado do blog: http://literaturaclandestina.blogspot.com/2011/07/entrevista-com-o-jornalista-tao-gomes.html

terça-feira, 19 de julho de 2011

‪Gentle Sea Giant Says Thankyou To Rescuers 2011.


Que linda!
A baleia, ao ser libertada de uma rede, faz peripécias.. em agradecimento. Festeja a vida!

Michael Fishbach narrates his encounter with a humpback whale entangled in a fishing net, he and Gershon Cohen have founded The Great Whale Conservancy to help and protect whales. Visit their website http://www.eii.org/gwc, and join them in helping to save these magnificent beings.

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Veja onde estão as mulheres mais estressadas do mundo!

Indianas, mexicanas e russas são as que sofrem o maior nível de estresse. As brasileiras estão em quarto lugar no ranking


                                                                                                     Getty Images
Mulheres indianas
Apesar de as indianas serem as mais estressadas, elas estão mais dispostas a gastar seu dinheiro consigo mesmas
O acúmulo de funções da vida pessoal e profissional está pesando mais sobre as mulheres dos países em desenvolvimento. Essa é uma das conclusões do Women of Tomorrow Study, levantamento feito pela Nielsen Company com 6.500 mulheres de 21 países, sobre o que elas assistem e compram.
De acordo com o estudo, as mulheres da Índia, México e Rússia são as mais estressadas do mundo. As brasileiras aparecem em quarto lugar na lista.
Apesar de essa sobrecarga acontecer com mulheres do mundo todo, o sexo feminino tem sofrido mais com o estresse nos países emergentes. Isso acontece porque, no final do mês, sobra pouco dinheiro para elas gastarem consigo mesmas, ficando praticamente tudo para as despesas da casa e dos filhos.
Mesmo estando no topo da lista, as indianas são as que mais usam o dinheiro que ganham para cuidar de si. Seu maior nível de estresse está no fato de que o avanço das mulheres no estudo e no trabalho não mudaram os níveis sociais, nem a sua importância no grupo.
A pesquisa indica que, nos países em desenvolvimento, as mulheres tendem a gastar seu dinheiro extra com roupas, produtos de saúde e beleza, alimentos e educação para os filhos. Já as mulheres dos países desenvolvidos costumam usar a verba em viagens de férias, economias e pagamentos de dívidas.

Confira o ranking dos países com as mulheres mais estressadas:

Posição País Índice de mulheres estressadas
1 Índia 87%
2 México 74%
3 Rússia 69%
4 Brasil 67%
5 Espanha 66%
6 França 65%
7 África do Sul 64%
7 Itália 64%
8 Nigéria 58%
9 Turquia 56%
10 Reino Unido 55%
11 Estados Unidos 53%
12 Japão 52%
12 Canadá 52%
12 Austrália 52%
13 China 51%
14 Alemanha 47%
15 Tailândia 45%
15 Coreia do Sul 45%
16 Malásia 44%



 Fonte: http://bit.ly/oqoKlQ

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Curiosidade: de onde vêm os domínios dos encurtadores

Certamente você já sabe o que são os encurtadores de URL ou links e já usa um ou outro, então a idéia aqui não é falar sobre a sua utilidade etc. O que pode ser bacana é saber de onde diabos eles vêm, ou seja, qual a origem dos domínios usados nestes encurtadores.
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Veja só alguns dos principais encurtadores e o país relacionado à extensão de domínio:

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. ly > Líbia (http://bit.ly)
. me > Montenegro (http://migre.me)
. gl > Groenlândia (http://goo.gl)
. li > Liechtenstein (http://jmp.li)
. cc > Ilhas Coco (pertencem à Austrália) (http://tiny.cc)
. in > India (http://miud.in)
. nr > Nauru (http://domai.nr) isso fica na Micronésia (ah, agora sim…)
. sm > San Marino (http://awe.sm/)
.vc > São Vicente (http://pqp.vc/)
. ai > Anguila (http://toma.ai/)
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E também há os encurtadores usados por empresas:
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. gd > Granada (http://is.gd) – Google
. ms > Montserrat (http://nyti.ms) – New York Times (ilhas pertencentes ao Governo Britânico)
. ch > China (http://tcr.cn) – TechCrunch
. pr > Porto Rico (http://su.pr) – Stumble Upon
. to > Tonga (http://tnw.to) – TNW
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Um caso bem interessante foi o de Tuvalu, um paíszeco da Polinésia (um lugarzinho bem desagradável…) e que ficou “dono” do domínio .tv. Naturalmente, por ser TV (remetendo à televisão) estes domínios são muito usados e considerados bem valiosos. Na verdade, dado que Tuvalu tem somente uns 10 mil habitantes (!), o comércio de domínios .tv se tornou uma fonte de receita importante para o país.
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È interessante ver a lista com todos os domínios existentes no mundo. Vale conferir também os domínios mais caros do mundo (pra quem e por quanto foram vendidos). Vale também uma lida em alguns dos domínios mais engraçados da internet (com direito a “senta.la” e “bu.tt”).
Fonte: http://bit.ly/p1yWTc (Via @ninocarvalho )

sábado, 9 de julho de 2011

Como será o Futuro da Tecnologia?! / A Day Made of Glass Made possible


Um Dia Feito de Vidro seria possível?!

A tecnologia no futuro - trabalho



Até q as gurias se esmeraram...
"É um termo que envolve o conhecimento técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ou utilizados a partir de tal conhecimento"

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Luiz Felipe Pondé: Seria o pessimismo mais inteligente?

Vida contemporânea, filosofia e psicanálise
Filósofo e psicanalista brasileiro, Luiz Felipe Pondé é mestre em História da Filosofia Contemporânea pela Universidade de São Paulo – USP, doutor em Filosofia pela Universidade de Paris e Ph.D. em Epistemologia pela Universidade de Tel Aviv.

Considerado um dos mais provocadores e interessantes pensadores brasileiros, Pondé retira a filosofia da sala de aula para debatê-la publicamente, sendo conhecido por sua linguagem e didática ao tratar de temas e autores complexos. Atualmente, é colunista semanal da Folha de S.Paulo e professor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, na Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP e na Universidade Federal de São Paulo – Unifesp.

Autor de obras que constam na lista dos livros mais vendidos no país, como O homem insuficiente, Crítica e profecia e Conhecimento na desgraça, Pondé, mesmo assim, se classifica como um autor para poucos, pois aborda assuntos que multidões não comportam: "A delicadeza, a sofisticação da alma, o amor ao detalhe e a vontade de entender não são atributos das multidões, e aqui reside grande parte de toda a miséria moderna, ser um mundo de grandes números, dedicado a muitos idiotas".


Por Fronteiras do Pensamento

domingo, 3 de julho de 2011

7 mulheres diabólicas que você (provavelmente) não conhecia

Stálin, Hitler, Pol Pot, Ivan, o Terrível. Provavelmente, estes são os primeiros nomes que vêm à sua cabeça quando te perguntam sobre “mentes diabólicas”, certo? Então esta lista é para você. Saiba que algumas mulheres podem ser bem malvadas, a ponto de figurarem entre os humanos mais cruéis de todos os tempos. Veja seis mulheres infernais – e meio desconhecidas – que deixam qualquer tirano no chinelo.
Condessa Elizabeth Báthory de Ecsed (1560 – 1614)
Melhor que botox...
Vários nobres de sangue azul derramaram muito sangue vermelho ao longo da história, mas a Condessa Elizabeth foi uma das únicas mulheres da realeza a se tornar serial killer. A húngara foi acusada de torturar e matar 80 garotas, com a ajuda de quatro pessoas. Mas testemunhas afirmaram que 650 cabeças de jovens donzelas rolaram por causa da condessa.
Elizabeth nunca foi sequer julgada. Mas, em 1610, a condessa foi submetida a uma espécie de “prisão domiciliar” em um castelo na Eslováquia. E ficou lá até morrer, quatro anos mais tarde.
Quer saber o pior? Tempos depois, foram encontrados textos que diziam com todas as letras que a condessa matava garotinhas porque – atenção! – gostava de se banhar no sangue de moças virgens para manter a sua juventude. Ai, se algumas celebridades brasileiras descobrirem esse segredo de beleza…
Delphine LaLaurie (1775 -  1842)

Mais conhecida como Madame LaLaurie, Delphine foi uma socialite de Nova Orleans. Em abril de 1834, um incêndio tomou a cozinha da mansão e os bombeiros encontraram mais do que labaredas por lá.
Nos escombros, encontraram dois escravos acorrentados. A dupla – que havia começado o fogo pra chamar atenção – levou os bombeiros para o sótão, onde havia mais ou menos uma dúzia de outros escravos presos nas paredes e no chão.
Aparentemente, LaLaurie havia instalado uma filial do laboratório do Dr. Frankenstein. Suas vítimas estavam amputadas, tinham bocas costuradas e sexos trocados (!). Teve boatos de que ela até executou uma cirurgia bizarra para transformar um dos escravos em caranguejo, realocando os membros de seu corpo. #tenso. Infelizmente, a justiça tardou e falhou – Delphine nunca foi pega pelos seus crimes.
Ilse Koch (1906 – 1967)

Os homens nazistas marcaram a história com muitos casos cruéis, mas Ilse Koch mostrou que a maldade não está só no cromossomo Y. Apelidada de “a maldita de Buchenwald”, Ilse foi casada com Karl Otto Koch, membro da SS, e superou o marido no quesito sadismo.
Ela ficou conhecida por ostentar uma coleção um tanto quanto sinistra – Ilse arrancava a pele de presos com tatuagens para criar revestimentos “exóticos” para as cúpulas das lamparinas de sua casa! Além disso, dizem que a mulher tinha o costume de andar nua pelos campos de concentração armada com um chicote: aquele que ousasse olhar para ela duas vezes apanhava feio. Ilse foi presa no fim da guerra e acabou se enforcando dentro de sua própria cela.
Mary Ann Cotton (1832 – 1873)

Mary Ann Cotton não era mole. Aos vinte anos de idade, ela se casou com William Mowbray e começou uma bela família – teve cinco filhos! Só que quatro deles morreram com “febre gástrica e dores de estômago”. Estranho, mas na época ninguém achou suspeito.
Mary Ann teve outros três filhos que, veja só, também faleceram. Logo em seguida, foi William quem partiu desta para uma melhor, por causa de uma “doença intestinal”, em 1865. A inglesa recebeu um dinheirinho de pensão e seguiu a vida, casando-se com George Ward logo depois. Só que George morreu do mesmo mal que William, assim como os dois últimos filhos da mulher. Sério mesmo.
A imprensa estranhou (já estava na hora, né?). Pesquisaram o passado de Mary Ann e desenterraram um histórico impressionante: ela tinha perdido três maridos, um amante, um amigo, a mãe e os doze filhos – todos de febre gástrica. Resultado? Ela foi enforcada lentamente em 1873 por homicídio causado por envenenamento. Sabe como é. Algumas pessoas não se dão bem com arsênico.
Belle Gunness (1859 – 1908)

Eis a história de Belle Gunness, uma serial killer que era um mulherão – literalmente, ela media 1.83m! Belle impunha respeito e metia medo em Chicago. A norueguesa cometeu crimes parecidos com a amiga ali de cima, mas desta vez não foi loucura. Foi pura ganância.
Ela matou seus dois maridos e todos os filhos que nasceram destas uniões, além de inúmeros namorados e pretendentes. Tudo para pegar o dinheiro dos seguros de vida (ou os trocados em seus bolsos). Dizem que, no total, foram mais de 20 vítimas, mas só conseguiram confirmar meia dúzia de mortes, incluindo a das suas duas filhas, Myrtle e Lucy.
A matadora não foi julgada e muito menos presa. Morreu supostamente em um incêndio criminoso, mas o corpo estava sem a cabeça – que nunca mais foi encontrada. Além disto, o laudo percebeu que o cadáver ali na maca era um pouco menor do que Belle. E aí, conspirólogos?
Katherine Knight (1955 – )

Para terminar, mais uma viúva negra. Katherine foi a primeira mulher australiana a ser sentenciada a prisão perpétua – graças ao seu histórico criminal recheado de violência. Exemplo? Ela basicamente quebrou os dentes de um ex marido, degolou o cachorro filhotinho na frente de outro marido (no maior estilo “o próximo pode ser você”) e perfurou o estômago do terceiro com uma tesoura.
Mas o homem que teve menos sorte (ou mais azar) foi John Charles Thomas Price, um namorado que acabou morrendo com uma faca de açougueiro enterrada no corpo – trinta e sete vezes.  Enquanto dormia.
E como se não bastasse, Katherine pegou o corpo, esfolou a pele ensanguentada dele e pendurou-a na porta da frente. Cortou a cabeça e colocou-a na panela de fazer sopa e, para finalizar, assou as nádegas do homem! Ela ainda fez um molhinho e uma salada para acompanhar e estava preparando a mesa do banquete para os filhos dele quando a polícia chegou. Cruzes!
 =============
Por sugestão, acrescento aqui ...
Maria Tudor (1516 - 1558)

















Foi Rainha de Inglaterra e da Irlanda, da casa de Tudor, desde 19 de Julho de 1553 até à sua morte. É lembrada pela sua tentativa de restabelecer o catolicismo como religião oficial, depois do movimento protestante iniciado nos reinados anteriores. Para tal mandou perseguir e executar cerca de 300 alegados heréticos, o que lhe valeu o cognome Bloody Mary (Maria, a Sanguinária) apelido esse que é tido como injusto por maioria dos historiadores.
Em seus últimos dias Maria estava deprimida pelo abandono do marido, possíveis conspirações de sua irmã e sua baixa popularidade, passava horas e horas com os joelhos perto do queixo e andava pela corte como um fantasma. Maria morreu em Novembro de 1558, provavelmente de cancro do útero ou dos ovários.


Por Tânia Vinhas
http://bit.ly/lEenng
http://bit.ly/aVu3AP

sábado, 2 de julho de 2011

SONHOS de Akira Kurosawa (último conto)


Depois da catástrofe ocorrida no Japão, assistir a este vídeo dáo que pensar...
Vejam e reflitam!

SONHOS ÚLTIMO EPISÓDIO Consciência Ambiental

Grupo Corpo - Onqotô (2005) - Mortal Loucura


O que estes quatro fazem é uma loucura.
É dança, é corpo, é virilidade, é sensualidade, é expressão, é canção... é música.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Você sabe como se fabrica uma barrica?



Una pipa!
Produção de uma barrica de vinho. Essa foi gravada na festa de Saint-Vincent, na Borgonha, em 2011.

O Google pergunta: “O que você ama?”


Dando uma caminhada virtual nos meus blogs favoritos sobre mídias sociais, me deparei com uma estratégia do Google para divulgar todos os seus serviços – são muitos, hein?
Na página “What do you love?”, a ferramenta de busca te pergunta exatamente isso: “O que você ama” ? Basta colocar algum assunto ou coisa que você adora e a página mostrará tudo o que o Google permite fazer em relação ao tema: criar álbuns, traduzir a palavra, procurar livros a respeito etc . Além disso, há opções sociais à sua disposição, como criar um grupo de debate ou medir a popularidade do assunto na internet.

A página fica mais ou menos assim:

Achei uma forma bonitinha e bem simples de divulgação, não acham?
Com certeza atrai mais atenção para a ferramenta e suas diversas utilidades. Sem falar que a pergunta em si já motiva o engajamento por parte do usuário.
Comentem e compartilhem!

 Fonte: http://glo.bo/lZ67n3

A flexibilidade das irmãs Ross



Raparigas fantásticas, famosas na época.
Um vídeo de 1944, foi recuperado, digitalizado e colorido. Nesta clássica coreografia do filme “Broadway Rhythm”, as assim chamadas The Ross Sisters, Aggie, Maggie e Elmira, cantam e movimentam-se de uma forma que não parece ser humanamente possível.
Nos primeiros 45 segundos elas cantam. Mas o que vem a seguir é impressionante.
Vejam o Vídeo aqui!

terça-feira, 21 de junho de 2011

O que faz voce feliz?


Ou são os sonhos que te fazem feliz??

Perfeito! Dá para pensar nisso um pouco.. o q faz a gente feliz???
O q faz com q vcs se sentam felizes?

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Uma declaração de amor inédita em Porto Alegre


A TAP comemorou o Dia dos Namorados do Brasil oferecendo, em conjunto com o Shopping Iguatemi de Porto Alegre, uma releitura de um trecho da Ópera La Traviatta. A acção aproveita para divulgar a Campanha "Te Amo POA" por ocasião do lançamento do novo voo Porto Alegre-Lisboa em 12/06/2011.

A unique love declaration in Porto Alegre

// TAP in cooperation with Porto Alegro's Iguatemi Shopping centre celebrated Valentine´s Day in Brazil by offering a rereading of an extract of the Opera Traviatta. The initiative also takes the opportunity to announce the "Te amo POA" campaign due to the launch of the new Porto Alegre - Lisbon flight on 12/06/2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Carlo Ginzburg - História na era Google - Fronteiras do Pensamento 2010


Principais momentos da conferência do historiador, antropólogo e professor italiano Carlo Ginzburg no Fronteiras do Pensamento.
Título da conferência: "História na era Google"
Data: 29/11/2010

Shirin Ebadi - Prêmio Nobel da Paz - Em Porto Alegre, 13/06/2011.


Shirin Ebadi é iraniana, Prêmio Nobel da Paz, em 2003. Foi a primeira mulher a ocupar o cargo de juíza no Irã. Líder mundial pelos direitos humanos, exilada na Inglaterra.
É uma mulher de voz mansa. Parece frágil.. mas é uma rocha; corajosa... irradia luz.
Pedaço da conferência proferida em Porto Alegre, no dia 136 de junho de 2011, no salão de Atos da UFRGS, no Fronteiras do Pensamento.

domingo, 12 de junho de 2011

Sempre Ao Seu Lado - Filme completo



Um dos filmes mais emocionante que eu já vi...

Quando Hachiko, um filhote de cachorro da raça akita, é encontrado
perdido em uma estação de trem por Parker (Richard Gere), ambos se
identificam rapidamente. O filhote acaba conquistando todos na casa de
Parker, mas é com ele que acaba criando um profundo laço de lealdade.
Baseado em uma história real, Sempre ao seu Lado, é um
emocionante filme sobre lealdade.

Show na fachada de prédio da LG em Berlim


LG Optimus Hyper Facade in Berlin
3D sem óculos especiais.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

La vita è un insieme di luoghi e di persone....

No Twitter alguém falou do vídeo da Fiat... fui procurar e encontrei este.
A poesia é linda. As imagens também. Vejam o vídeo e escutem a poesia, cuja letra está abaixo.



La Vita è un insieme
di luoghi e di persone
che scrivono il tempo
il nostro tempo.

Sono queste che poi vanno
a definirci.
Alcune sono più importanti
di altre, perché formano il nostro carattere.

Ci insegnano la differenza
tra cio che è giusto
e cio che è sbagliato.
La differenza tra il bene
e il male.

Cosa essere e cosa
non essere.
Ci insegnano chi
vogliamo diventare.

In tutto questo, alcune
persone e alcune cose
si legano a noi in un
modo spontaneo e inestricabile.

Ci sostengono
nell'esprimerci e nel
realizzarci.
Ci legittimano nell'essere
autentici e veri.

E se significano veramente
qualcosa, ispirano il modo
in cui il mondo cambia
e si evolve.

E allora,
appartengono a tutti
noi e a nessuno.

Abaixo, vejam o vídeo que a Fiat fez. é lindo. Lembra muito o filme Cinema Paradiso.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

men vs women



É! Talvez sejamos diferentes...

Eduardo e Mônica - O filme

Faz muitos anos que ouvi essa música pela primeira vez. Foi a Vera quem me apresentou, qunado me dava carona num certo dia, ao voltarmos do trabalho.
Trabalhávamos juntas. Ela era fantástica e... quando ela falou que iria me mostrar uma música, eu já sabia que só poderia ser algo muito bom.
Dito e feito!
A minha relação com a música foi ao estilo "amor à primeira vista".
Agora ela virou um filme.
Muito bem feito, por sinal.
Assistam e digam-me se não tenho razão em falar isso.



A história de amor mais cantada do Brasil virou filme.
DIREÇÃO: NANDO OLIVAL
Produção: O2 Filmes / Criação: Agência Africa / Realização: Vivo