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sábado, 7 de abril de 2012

A onda Bolsonaro e o despertar do neonazismo

Via Carta Capital - artigo escrito por Clara Roman
 
Em 11 de maio de 2011, o Ceará eliminou o Flamengo na Copa do Brasil. No dia seguinte, a Safernet, organização que monitora crimes de ódio na rede, recebeu mais de cinco mil denúncias sobre perfis do Twitter que incitavam o ódio contra nordestinos na internet. Fenômeno similar foi observado pouco antes, em novembro de 2010, na eleição de Dilma Rousseff – que teve maior votação no Nordeste. Foram quase três mil denúncias de manifestações preconceituosas na rede social logo no dia seguinte.
 
Outras datas tiveram picos de denúncias: o dia seguinte ao lançamento da campanha #HomofobiaNão, no Twitter, seguida da #HomofobiaSim, em 19 de novembro de 2010.

Até então, alguns perfis detonadores, como a da estudante de direito Mayara Petruso, eram responsáveis tanto pela onda de ódio como pela indignação dos usuários ao preconceito veiculado, como reação, na rede. Em 2011, no entanto, quando algumas figuras públicas começaram a fazer declarações de ódio, racismo e homofobia explícitas, veiculadas pela mídia, os picos, ainda que menores, começaram a ser cada vez mais frequentes.

Entre todos os episódios, ninguém encarnou tão perfeitamente o fenômeno como o ex-militar Jair Bolsonaro. Deputado federal pelo PP do Rio, Bolsonaro tornou-se fenômeno midiático quando, em abril de 2011, fez declarações racistas/homofóbicas no programa CQC – Custe o que Custar, do rede Bandeirantes. Questionado pela cantora Preta Gil o que faria se seu fiho se apaixonasse por uma negra, Bolsonaro respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”. A repercussão deixou o parlamentar por algumas semanas em exposição intensa na mídia. Com isso, os neonazistas acordaram.

Thiago Tavares, presidente da Safernet, explica que, ao expor as opiniões publicamente – e não sofrer retaliações – Bolsonaro despertou a atividade das células neonazistas que atuam no Brasil. Até então, a internet servia apenas como canal de comunicação intergrupos. Encorajados, no entanto, os neonazistas começaram a usar o Twitter como campo de batalha, um lugar para expor suas ideias, praticar o ódio e angariar simpatizantes. “Acabam se sentindo legitimados e encorajados”, afirma ele.
Outro personagem público que contribuiu para o despertar dos nazistas nas redes foi Danilo Gentili, do mesmo programa em que Bolsonaro tornou-se astro. “Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A última vez que chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz”, afirmou o “humorista” em sua conta do Twitter.

Diversas manifestações antissemitas, ainda que em menor quantidade do que os outros tipos de manifestação, inundaram a rede.
Hoje, o Brasil tem cerca de 300 células neonazistas. Segundo a antropológa Adriana Dias, mestre pela Unicamp e que estuda o tema há dez anos, cerca de 150 mil brasileiros baixam mensalmente mais de cem páginas com conteúdos nazistas. Desse total, 15 mil são líderes e coordenam as incitações de ódio na internet.


Na esteira desse despertar, a atuação cada vez mais intensa de quadrilhas neonazistas foi alvo do maior pico de denúncias do relatório da Safernet. Em 11 de dezembro de 2011, a organização recebu mais de 21 mil denúncias de 11 perfis do Twitter que incitavam ódio a imigrantes, negros, judeus, mulheres e homossexuais. A mesma quadrilha alimentava um site próprio com o nome falso de Silvio Koerich.

Em 22 de março, a Polícia Federal prendeu dois homens acusados de serem os cabeças do grupo:  Emerson Eduardo Rodrigues, 32 anos, e Marcello Valle Silveira Mello, 29.
Além das inúmeras incitações à violência, a PF identificou plano para um ataque em massa a estudantes de Ciências Sociais na Universidade de Brasília, com data marcada e estratégias de ação.

Com 70 mil denúncias e 500 mil arrecadados em conta por doações de parceiros, o site mobiliza muita gente. Com senhas compartilhadas, mesmo depois da prisão, novos textos continuam a ser postados e as contas no Twitter permanecem ativas. Ao todo, Tavares calcula que mais de uma centena de perfis falsos foram feitos pela quadrilha.
Segundo ele, a Operação Intolerância, que procura agora os outros integrantes do grupo, foi um marco ao priorizar crimes cibernéticos e fazer uma investigação profunda para identificar os culpados.

“O Brasil ainda está engatinhando na repressão a crimes de ódio”, conta ele, que vê uma resistência do Judiciário a condenar pessoas acusadas de racismo, crime tipificado na lei.
Nos últimos dez anos, o movimento neonazista cresceu assustadoramente, segundo a antropóloga Adriana Dias. O número de sites passou de oito mil a 32 mil. Já o crescimento da atividade em fóruns de discussão online cresceu 400%, impulsionados pelo aumento da comunicação possibilitado pela internet.

Quando pessoas no Brasil são presas, células internacionais auxiliam financeiramente para bancar advogados. “A participação brasileira em fóruns internacionais nazistas é muito intensa”, afirma Dias. “Uma pessoa se comunica com qualquer outra com tradutor a dois toques”.

 O perfil do neonazista: 
A pesquisa de Adriana Dias identificou o perfil do neonazista brasileiro. Confira:
- Desses 300 grupos, 90% se concentram em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
-São brancos, homens, jovens, a maioria com ensino superior (completo e incompleto)
- Para se inserir nas células, é necessário ritual de iniciação. Geralmente, espancar gratuitamente um negro ou judeu na rua, e que pode levar à morte.
- Depois de aceito, o nazista recebe senha para acessar manual, que lhe dirá, entre outras coisas, como reconhecer um útero branco – a mulher perfeita para procriação de um neonazista.
- Todos eles enfrentam dificuldades de socialização
- Muitos apresentam frustrações sexuais: o próprio Emerson Rodrigues afirmou em seus vários sites e perfis, que sua ex-namorada havia o deixado por um “negão”(sic).
- Muito se sentem ressentidos por supostamente terem perdido poder, com a entrada do PT, associado à esquerda, no governo – esse aspecto está ligado, sobretudo, ao preconceito contra nordestinos e à ascensão de uma nova classe média.
- São fundamentalistas religiosos – o que pode ajudar a confundir liberdade religiosa com crimes de ódio

terça-feira, 3 de abril de 2012

Quantas guerras ainda terei que vencer... para, enfim, ser feliz?



Dever de Sonhar
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
(Fernando Pessoa)
 Sonho Impossível
Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender

Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão

É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz

E amanhã se este chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão

E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

 (Maria Bethânia)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero...
















 
Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,

Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

Poesia "Passagem das Horas" de Alvaro de Campos [Fernando Pessoa].

domingo, 1 de abril de 2012

Dança aérea: A revoada dos pássaros estorninhos


Estes pássaros apenas se defendem dos predadores ou estão a brincar??
O efeito de milhares de pássaros,mesmo pequenos, é impressionante. Fantástico mesmo!

amazing starlings murmuration (full HD) -www.keepturningleft.co.uk

segunda-feira, 26 de março de 2012

De Porto Alegre para o Mundo: é a cidade que escolhi para viver

(Escrevi este texto em maio de 2011 (http://bit.ly/GQFCsE )  e o reproduzo aqui, em homenagem ao aniversário de Porto Alegre).

Porto sempre alegre.
Porto Alegre, a cidade que carrego no coração.
PORTO ALEGRE!!
Eis a cidade que escolhi para viver, para que meus filhos nascessem, crescessem... e que também aprenderam a amar e, como eles mesmo dizem: daqui não sairemos.
Porto Alegre tem algo mágico no ar.
Tem inverno e verão. Tem outono e primavera. Assim, bem marcadas as estações.
Cada estação tem seu tempo e se mostra como tal.
No inverno aqui faz muito frio. À noite, não é raro baixar para temperaturas negativas. Por vezes é tão frio que flocos de neve ensaiam cair também aqui em Porto Alegre.
È a estação em que as pessoas ficam mais lindas, segundo alguns especialistas de moda. É a época dos edredons... aconchego, chocolate quente, quentão, pinhão, amendoim, vinho...
E o verão? nada que não mereça ser chamada de "Forno Alegre"
é um contraste entre uma estação e outra, pois no verão, ao sol, a temperatura se aproxima de 40º.
É muito quente mesmo. Por sorte é período de férias, época em que, a maioria dos portoalegrenses se muda para a orla marítima.
Muitos dizem que é uma das melhores épocas de se viver aqui, pois as ruas não engarrafam, não existe aquele montão diário de pessoas a transitar por todos os locais públicos, facilitando em muitas coisas.
Na primavera as ruas se enfeitam de coloridos mil... há flores por todos os lados. Aromas e cores estão presentes, quando setembro chega.
Ah! O outono... o outono traz as manhãs de sol, os mais lindos por-de-sóis à beira do Guaíba (É um estuário? é um rio?).
Traz a temperatura agradável, carregada com um frescor, que indica a chegada do inverno para logo mais. As temperaturas de outono são especiais para um passeio ao final do dia, para um café com amigos, para um vinho muito bem acompanhados ...
Dizem que na primavera o amor está no ar.
Sabemos que sim, mas.. é que os cientistas não vieram a Porto Alegre para fazer uma pesquisa dessas no outono.
Quem resiste a um espresso com um petit gateau, ao cair da tarde?
Ah! E não esqueçam de pedir um espresso com graspa (grapa, para alguns). Delícia pura!
E quem resiste a um vinho a dois?
Um bom vinho tinto (meu preferido sempre) faz mágicas.

Falei das estações, mas aqui tem muito mais.
Cinema, teatro, shows, gente bonita, alegre, universidades excelentes, ótimas empresas para se trabalhar, praias de mar a pouco mais de uma hora de viagem, tem a Serra Gaúcha, também, a pouco mais de uma hora de viagem ... tem gente que faz, gente que labuta dia a dia, batalhando por um mundo melhor...

Porto Alegre, foi a cidade que escolhi para viver.
Porto Alegre merece a visita de quem ainda não a conhece.

"Porto Alegre é que tem um jeito legal..."
Porto Alegre é cantada em verso e prosa.
Não é a toa que Kleiton e Kledir cantam:
"Deu pra ti, baixo astral! Vou pra Porto Alegre, tchau!"

domingo, 25 de março de 2012

Duas ferramentas para saber se alguém está plagiando seus conteúdos

Plágio, em russo, significa "cinco compassos", isto é, qualquer música que tenha 5 compassos iguais a outra, indica que houve cópia, portanto, plágio.

Aqui apresento duas ferramentas que permitem identificar se alguém andou plagiando seu conteúdo.
Os mesmo foram retirados do site http://officeweb.paulomoraes.net/

Hoje, infelizmente, é grande o número de internautas que copiam conteúdo de nossos canais sem ao menos dar a devida referência  ou mesmo citar o nome do Autor.
O Copyscape é uma ferramenta ótima para resolver esse problema, basta informar o link do seu blog/site que o sistema analisará quais canais na web estão gerando plágio do seu conteúdo. O sistema exibe a porcentagem de clonagem e deixa em evidência a área possivelmente clonada.
Para utilizar o serviço basta acessar o www.copyscape.com e informar o canal que deseja analisar.



Obs: O Sistema fornece a versão gratuíta e a versão pró, sendo que a versão free é limitada e busca apenas 10 links, já na versão profissional é permitida consulta de acordo com os créditos inseridos, contando ainda com outros recursos.
Utilizo a versão pró, a qual podemos definir o valor do crédito (mínimo $ 10,00) , com direito a 200 consultas e prazo de inspiração de 1 ano; acredito que é válido o custo/benefício.

Esta é uma eficaz ferramenta para verificar a originalidade de um trabalho escolar e acadêmico, uma atividade extremamente necessária nos tempos atuais, pois, infelizmente muitos estudantes adotam a cultura de copiar trabalhos disponíveis na internet na hora de apresentá-los, dificultando, em muito, a vida dos professores, que além de dedicar tempo especial para analisar estas atividades, necessitam desperdiçar tempo extra realizando uma profunda pesquisa pela rede mundial de computadores  a fim de  constatar a veracidade do trabalho em questão.
Com esta ferramenta a metodologia  ficará bem mais fácil, bastando informar o conteúdo  desejado para que o sistema procure e informe se há algo  parecido, exibindo a porcentagem de plágio existente no material em questão.


Cadastro e utilização:
Cadastro:

Acesse o site: http://approbo.citilab.eu/
Faça o cadastro, informando nome de usuário e senha;
Confirme a mensagem recebida em sua conta de e-mail;

Utilização
- Clique em “Analizar“;
-Em “Elige el documento” informe o arquivo que deseja pesquisar;
- Confirme o processo, clicando na opção “Analizar” desta mesma janela;
- Aguarde alguns instantes até que o sistema realize a procura, caso seja encontrada alguma coincidência, será exibido o número de documentos encontrados e seus respectivos conteúdos.
Veja um exemplo:


terça-feira, 20 de março de 2012

E eis que adentra o outono em nossas vidas


No Hemisfério Sul, às 02h14min, eis que chega a estação das cores douradas, alaranjadas,...
Ah! as cores... as cores de outono são mágicas...
Outono, a estação que prepara o coração para o aconchego, que o aquece e o prepara para a estação que está por vir...
É a estação da sedução mais velada, do (nem tão) ingênuo sorrir...
Outono, ocaso das estações.

Para comemorar a estação, que é, hoje, a minha preferida...

 
A todos um doce, leve e feliz outono,

Fala-se tanto em ciclovias... Zona | por João Antônio


“(...)
Zona

Vou pedalando. O sol queima a rua Itaboca, me dá firme na cabeça, os bondes comem os trilhos, é um barulhão que estremece até as casas; os trens da Sorocabana e da Santos-Jundiaí vão se repetindo lá em cima do viaduto da Alameda Nothmann, carregados e feios. Gente se pendura até nas portas. Vou pedalando. (...)
Lá do Largo do Coração de Jesus vêm chegando as batidas da igreja; toca também a sirena da fábrica de máquinas de costura aqui da rua José Paulino. Meio-dia, sol queimando. Sozinho no meio da rua, apenas deslizo, pedalando ao contrário, folgando o impulso da descidinha, gozando. (...) O vento quente me dando na cara, o sol me enxugando os cabelos, os olhos doem um pouco, acordei agorinha. Gostoso, pedalar. (...)
Sei lá por que gosto. Sei que gosto. Atravesso essas ruas de peito aberto, rasgando bairros inteirinhos, numa chispa, que vou largando tudo para trás – homens, casas, ruas. Esse vento na cara... Agora vou indo lá para o Pacaembu. Vou pegar a Nothmann, subir, desembocar direto na Barra Funda, ô puxada sentida! É me curvar sobre o guidão, teimar no pedal, enfiar a cara. Depois, ganho a avenida larga e, numa flechada, alcanço o estádio.
(...) Vou pedalando. Muito tranchã esta magra em que pedalo, camisa aberta, pondo o peito pra frente, o queixo quase-quase no guidão, fazendo curvas e fincando disparadas por estas ruas de São Paulo, tirando minhas finas entre postes e carros, avançando contra-mão, tirando as mãos do guidão e guiando só com os pés, na gostosura maior dessa vida... De quando em quando, me dando a fantasia de ir pelas ruas desertas, curvando sempre, de calçada a calçada, como se estivesse dançando uma valsa vienense... (...)
Termino a Alameda Nothmann, sigo o arrastado lerdo do bonde Barra Funda zunindo como abelha, vou tomar a descida longa agora, entrando de fina entre o bonde e o caminhão, deixando os dois para trás. Chispo. Saio do selim, me curvo, meto força no pedal da magrela. E trim-trim, já me sinto absoluto na rua. (...)
Agora, é chispar e firme. Que a volada dos autos na Avenida Pacaembu vai de enfiada, a setenta ou oitenta, por baixo, baixo. E quem hesita se estrepa. Corro também, na maluquice de todos, sempre juntinho ao meio-fio e olho firme, que uma porrada aqui na avenida costuma levar o freguês lá pra casa onde o diabo mora.
Rasgo dois-três quarteirões voando, ganho o largo, pego a esquerda, tiro uma fina depressinha entre o carrinho amarelo do sorveteiro e a ilha, já vejo o estádio com suas bandeiras, seus refletores, a imponência dos portões. (...)
A moça da auto-escola aparecerá hoje? Não havendo jogo no Pacaembu, este trecho de uns quatrocentos metros fica vazio, vaziinho. Os homens da auto-escola aproveitam para dar lições. Vem uma dona novinha aprendendo a guiar. Fico na minha perambulagem, embromo; fingindo voltas, indo e vindo, batida velha de quem não está querendo nada. O que me interessa é o namoro de olhos com a dona. Aquela é filha de bacanas, moça de seus bons tratos, enxuta, enxuta. Uma boneca, uma princesa, gata. Está claro que não posso pular em cima. É do partido alto e minha charla ali não dá pé. Depois, sempre o cara ao lado que é o instrutor... Mas nos namoramos com os olhos e se pego essa criança costuro toda de carinho.
Desisto de esperar, ir, voltar e campanar. Hoje ela não vem. Toco de volta para a zona. Tenho pressa.
Pacaembu, Barra Funda, Campos Elíseos, Bom Retiro. Vou pedalando. (...) ”

- ANTONIO, João. Paulinho Perna Torta. In: Leão-de-chácara. 8ª ed., São Paulo, Cosac & Naify, 2002, pp. 112-122.

Fonte: http://bit.ly/GAg6H8
Imagens: Internet via Google

domingo, 11 de março de 2012

Quais são os valores essenciais da vida? Por Orhan Pamuk



Quais são os valores essenciais da vida? O casamento? A amizade? A lealdade? As comunidades, os ideais, a política, a ética?
China, Índia, Brasil. Estes países se farão ouvir.

quarta-feira, 7 de março de 2012

E o que nós mulheres conquistamos? À luta, gurias!

Encontrei este artigo no Facebook do Adão Villaverde e gostei muito, por isso replico aqui no meu blog.
por Céli Regina Jardim Pinto*

Obrigada, merecemos realmente parabéns, pois, desde as sufragetes inglesas do início do século 20 até os dias de hoje, são muitas as vitórias das mulheres. Conquistamos o direito ao voto, o direito de nos educar e entrar nas universidades, de sermos cidadãs de primeira classe mesmo casadas, de não precisarmos de autorização de ninguém para viajar, trabalhar, ir e vir. Enfrentamos preconceitos, tivemos muitas vezes de provar que éramos tão competentes quanto os homens no trabalho, apesar de ganharmos menos. Para conseguirmos ser iguais, tivemos sempre de ser as melhores. Lutamos pelo direto a termos uma vida adulta independente e sexualmente satisfatória. Lutamos contra o tabu da virgindade, contra o machismo primário que nos definia segundo a vontade, o poder e interesses, muitas vezes, pouco confessáveis.

No Brasil conseguimos importantes vitórias, que se expressam em muitos momentos da história recente do país: na luta pela anistia ainda durante a ditadura; na criação do Conselho Nacional das Mulheres na década de 1980; nos projetos gestados no movimento feminista e levados até a constituinte e daí transformados em direitos na Constituição de 1988; na criação de delegacias de polícia especiais para cuidar da violência contra a mulher; na Lei Maria da Penha; na criação da Secretaria Especial de Política das Mulheres.

Mas o 8 de março não é só comemoração. Muitas de nossas vitórias se naturalizaram, isto é bom, mas ao mesmo tempo trazem um grande problema: as novas gerações de mulheres tendem a ver o feminismo como coisa do passado, sem se darem conta de que a vida que levam hoje seria impossível sem as lutas do feminismo ao longo do século 20. Os jovens hoje, mulheres e homens, correm o risco de perderem estas conquistas se não se derem conta de que são sempre conquistas, que antes não era assim. E conquistas têm de ser mantidas, revisitadas e garantidas.

Portanto, temos de continuar a lutar, não só para garantir os direitos já conquistados, mas porque existe muito a fazer: enquanto as mulheres continuarem a serem mortas, enquanto a prostituição infantil for um fato apenas relatado; enquanto houver trabalho escravo de mulheres, crianças e homens, continuaremos lutando. Enquanto houver preconceito contra as mulheres por sua cor ou orientação sexual, estaremos presentes. Estamos abertas para encarar de frente uma discussão madura sobre o aborto no país, longe do cinismo dos discursos eleitorais ou de uma triste moral de calças curtas. Não podemos permitir que nossos corpos, nossos sentimentos e nossos sofrimentos sejam alugados por credos religiosos, políticos ávidos de voto a qualquer preço ou por senhores vetustos às vezes de fichas não muito limpas. Há muita luta pela frente!

*CIENTISTA POLÍTICA, PROFESSORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS) 


Esta música fala de mulheres também...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Música de protesta - La vida no vale nada



LA VIDA NO VALE NADA
(Pablo Milanés)

La vida no vale nada
si no es para perecer
porque otros puedan tener
lo que uno disfruta y ama.
La vida no vale nada
si yo me quedo sentado
después que he visto y soñado
que en todas partes me llaman.
La vida no vale nada
cuando otros se están matando
y yo sigo aquí cantando
cual si no pasara nada.
La vida no vale nada
si escucho un grito mortal
y no es capaz de tocar
mi corazón que se apaga.
La vida no vale nada
si ignoro que el asesino
cogió por otro camino
y prepara otra celada.
La vida no vale nada
si se sorprende a otro hermano
cuando supe de antemano
lo que se le preparaba.
La vida no vale nada
si cuatro caen por minuto
y al final por el abuso
se decide la jornada.
La vida no vale nada
si tengo que posponer
otro minuto de ser
y morirme en una cama.
La vida no vale nada
si en fin lo que me rodea
no puedo cambiar cual fuera
lo que tengo y que me ampara.
Y por eso para mí
la vida no vale nada.


Fonte: http://bit.ly/wbrIDv

domingo, 15 de janeiro de 2012

dopotutto domani è un altro giorno



Nada como um dia pós o outro...
Hai capito?

NÃO ACORDE O CÂNCER QUE DORME EM VOCÊ

Projeto fotográfico: Feliz 100 anos

“Jahrhundertmensch” (Feliz 100 anos) é o nome do projeto do fotógrafo alemão Karsten Thormaehlen no qual ele clica pessoas com mais de 100 anos de idade.
As imagens são limpas, não fazem uso de grandes truques de photoshop ou de softwares de edição. Ainda bem.

nascimento: maio de 1910

nascimento: março de 1909

nascimento: setembro de 1907

Descomplicar: vocabulário feminino


(Texto de Leila Ferreira)
 
Se eu tivesse que escolher uma palavra  apenas uma -para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje,  essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar.

Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa,
olhar menos para o espelho.

Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.

 Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. 
Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano.

E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto à convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes- isso, sim, faz bem para a pele.

Para a alma, então, nem se fala.

Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar. E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio.

Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa - e a ficar em silêncio.

Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.

Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada - faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.

Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias.
Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar.
Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.

Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza.

Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir.

Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.

E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar.

Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Brad Pitt ... sonhar é quase fazer acontecer.

Sonhe até que aconteça.

E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.

E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição.

O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil.
Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.

Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Educação de qualidade: Se a China pode, o Brasil também pode

Medidas específicas podem ser testadas em regime piloto, com boa chance de terem sua adoção recomendada em grande escala

O EXEMPLO ASIÁTICO - A China mostra que a ideia de que não pode haver educação de alto nível em cenário de pobreza é balela. No último Pisa, a província chinesa de Xangai, que tem nível de renda per capita muito parecido com o brasileiro, deu um show 
O EXEMPLO ASIÁTICO - A China mostra que a ideia de que não pode haver educação de alto nível em cenário de pobreza é balela. No último Pisa, a província chinesa de Xangai, que tem nível de renda per capita muito parecido com o brasileiro, deu um show (Philippe Lopez/AFP)
Desconfio que, à medida que o crescimento chinês for se mantendo firme em período de crise no Ocidente e sua educação continuar despontando nos primeiros lugares dos testes internacionais, muita gente vai se perguntar se devemos adotar o sistema político-econômico e educacional da China.
Com o primeiro, apesar de todas as suas virtudes, eu, pessoalmente, não me entusiasmo: para mim, a liberdade é um valor supremo, e a democracia é uma conquista inegociável.
O sistema educacional, pelo contrário, tem muito mais virtudes do que defeitos, e imagino que você deva estar se perguntando: dá pra copiar? Deveria ser o nosso modelo?
A resposta é não. Sistemas educacionais são frutos orgânicos do desenvolvimento histórico, social e cultural dos países em que estão inseridos, bem como atrelados ao seu projeto de futuro. Faria tanto sentido ao Brasil querer replicar o sistema de Xangai quanto ao Paysandu querer fazer uma cópia do Barcelona de Messi.
O que dá pra fazer é olhar para algumas medidas específicas e implementa-las em regime piloto em alguns locais do Brasil pra ver se funcionam. Somente depois de testadas empiricamente é que poderiam ser recomendadas em escala.
Se eu fosse um gestor público brasileiro, as medidas que testaria são essas:


Medida O que É por que testar
Grupos de estudo de professores Regime de reuniões semanais e quinzenais dos professores de mesma disciplina, no nível da escola e distrito, para preparar aula e compartilhar melhores práticas Há uma heterogeneidade muito grande no sistema brasileiro e um grau de autonomia exagerado para os maus professores. O grupo de professores ajuda a popularizar melhores métodos e monitorar os piores profissionais e escolas
Implantação de um professor-líder por turma Cada turma tem um professor que é o seu principal responsável, conhece os pais dos alunos, vê se todos vieram à aula, resolve conflitos etc. Permite abolir a chamada. Cria interlocução mais direta com os pais. Aumenta o senso de responsabilidade da escola perante seus alunos.
“Empowered management” As piores escolas têm sua administração substituída por profissionais das melhores escolas Resgata a qualidade das piores escolas e ainda beneficia financeiramente as melhores escolas.
Dever de casa Estipular dever de casa escrito a partir do 3º ano, começando com cerca 1,5 horas/dia e chegando até 3h/dia no fim do ensino médio, especialmente em Matemática e Ciências. Toda a pesquisa empírica mostra que o dever de casa é fundamental para a aprendizagem, especialmente em exatas. No Brasil, se faz muito pouco e muito mal. É um ritual ou punição pro aluno, não ferramenta de ensino.
Aulas de 40 minutos com intervalo de 10 minutos entre elas Ao contrário do sistema de aulas de 50 minutos sem intervalos Organiza o calendário de forma realista e coíbe atrasos de professores e alunos
Diminuição de número de funcionários fora de sala de aula Melhorar a relação professor/não-professor no sistema. O número de funcionários em relação a professores no Brasil é incríveis 5 vezes maior do que em Xangai. Enquanto houver esse inchaço, não sobra dinheiro pra gastar no que é mais importante.
Criação de prêmios para professores e divulgação dos vencedores Os melhores professores de cada disciplina recebem prêmios em suas escolas, depois competem com os da região, cidade etc. O reconhecimento da comunidade pode ser tão ou mais importante que dinheiro para motivar o professor.
Progressão na carreira vinculada a esforço e iniciativa individual Em Xangai, para ganhar mais, professor tem de não apenas mostrar competência como se comprometer a aumentar significativamente suas horas de treinamento Cria uma contrapartida para o aumento, alinhando o interesse do professor com o do aluno. E torna a promoção uma iniciativa individual, sem requerer negociações coletivas desgastantes.
Treinamento para diretores e professores Ninguém pode se tornar diretor de escola sem curso de administração escolar. E todos os professores passam por treinamento nas férias, todos os anos. A função de diretor é fundamental para o bom andamento das escolas, mas os diretores brasileiros não são preparados para o cargo. Dependemos do talento e perseverança de cada um.
Os professores precisam de atualização e acompanhamento constantes para que suas aulas não estagnem.
Criar fóruns online para professores Espaços na internet em que o professor pode interagir com colegas e com experts pedagógicos da sua área da prefeitura Diminuir o isolamento e sensação de abandono dos professores, criar uma rede colaborativa, disseminar melhores práticas de ensino e tirar dúvidas
Ter data show em sala de aula e disponibilizar materiais online Instalar aparelho de projeção, cuja imagem ocupa parte da parede antes destinada ao quadro negro A instalação do datashow aproveita melhor o tempo em aula, evitando a cópia. A disponibilização de material online ajuda mesmo os piores professores a dar uma aula competente.
Criação de currículo Fazer com que todos os professores da sua rede saibam o que têm de ensinar, aula a aula, e as competências que o aluno deve dominar ao fim de cada bimestre É impossível ter uma rede com ensino de qualidade se cada escola pode ensinar da maneira que quiser e sem clareza sobre o que precisa ser atingido
Fazer escolas de um ciclo só Ter escolas que sejam de 1º ao 5º ano, outras do 6º ao 9º e outras pro Ensino Médio Permite número maior de turmas por série e a criação de grupos de estudo de professores


Fonte: http://bit.ly/rxbN8i

sábado, 24 de dezembro de 2011

Se foi ao #TwitterMix, saberá do que falo ...

Bem, desde o primeiro Twitter Mix, já se passou pouco mais de 1 ano, mas muitas mudanças aconteceram conosco, seja internamente, na forma de pensar ou nas ações que passamos a assumir. Pelo menos, para mim, ocorreu muita coisa... coisas boas, é claro!
Acima de tudo, talvez o mais importante, foi ter conhecido pessoas excepcionais, pessoas que fizeram a diferença em minha vida. Todas, sem exceção, acrescentaram algo em mim, na minha forma de viver meus dias. Hoje sou mais pessoa, com mais conteúdo, mais alegre, sorriu mais, sou mais feliz, porque conheci tanta gente especial.
As pessoas podem provocar mudanças em nós, mesmo virtualmente, através do que denominamos "Redes Sociais", mas percebemos mais, sentimos mais quando conhecemos, presencialmente, essas pessoas.
O fato de podermos colocar os 5 sentidos em ação, na presença de alguém, faz com que ela adquira outro status... talvez uma aura, um elo de ligação muito profundo, que só pode ser entendido vivenciando o que conseguimos vivenciar em cada uma das duas edições do Twitter Mix.
Foi tudo magia!
Criou-se um elo para sempre. Amigos para sempre é o q seremos, gente!


Quem vem e soma, acaba se juntando ao que já se tinha e, por conseguinte, começa a fazer parte de nosso ser. E é por isso, creio eu, que, se somos felizes, fazemos os outros felizes e ... isso retorna, pois a nossa felicidade se agrega a do outro que compomos... é como uma espiral crescente... e assim é sempre e sempre.

Obrigada a todos vocês, por tudo que fizeram, pela mudança positiva que provocaram em mim e em muitas outras pessoas!
UM FELIZ NATAL E MAIS FELIZ AINDA 2012!!


 Foto feita por uma desconhecida, no aeroporto.
Foto @Johnguardacosta 
 Foto @Johnguardacosta 
Foto @Johnguardacosta  
Foto @Johnguardacosta  
 Foto @Johnguardacosta
  Foto @Johnguardacosta
Foto @Johnguardacosta
Foto @Johnguardacosta 
 Momento ímpar...
 Foto @Johnguardacosta
Bem, gente..tem tantas fotos q nem sei como começar a escolher. Deve fazer umas 3 horas que estou analisando todas as fotos dos dois eventos... em q aparecem pessoas, é claro!

Deixo essas apenas, para marcar a amizade....


Ps.: As fotos que não tem autor foram clicadas por mim ou, as em que eu apareço, foram clicadas por alguém que estava conosco. Neste momento não lembro mais.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Retrospectiva 2011 - By Google



Zeitgeist 2011: Year In Review

Nós fizemos isso tudo!!
Somos responsáveis diretamente por todas as mudanças q acontecem. Nunca poderemos nos eximir de nada.
Como viver é fundamental, é fundamental também que aprendamos a fazer isto: VIVER!

Bom 2012 a todos!
Saibam fazer dele 12 meses inspiradores para os anos vindouros.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Nós somos o que estamos dispostos a aprender

As quatro fases da aprendizagem
A aprendizagem está no interesse e o interesse está em quem quer aprender. Quando começamos a aprender algo, percorremos um caminho que parte da incompetência rumo à competência. Muitas vezes, não temos a mínima ideia sobre “como fazer” e, conforme nosso desenvolvimento progride, passamos pela fase da “plena consciência no fazer”. Já quando atingimos a excelência na atividade, alcançamos o nível de “fazer sem pensar”. Podemos, então, dividir o processo de aprendizagem em quatro fases:

Fase 1 – Incompetência Inconsciente
Eu não sei que não sei. Nessa fase, ser incompetente é algo que não nos incomoda, pois a atividade não é significativa e nem necessária.
Fase 2 – Incompetência Consciente
Agora eu sei que não sei. Ter a plena noção que não sabemos algo é o primeiro passo. Não é um caminho fácil e algumas pessoas desistem logo que percebem a complexidade da tarefa ou do conceito. Nessa fase, é preciso ter a coragem de enfrentar a dúvida, de aproveitar o erro como lição e, principalmente, transformar esse desejo de aprender em vontade de fazer. Um professor ou alguém com experiência no assunto pode ser de grande valia para a troca de experiências e motivação.
Fase 3 – Competência Consciente
Finalmente eu sei que sei. Nessa fase, existe uma sensação que alcançamos um domínio na atividade que garante uma execução eficiente. Aqui, é fundamental manter o foco no ensaiar, no treinar ou na repetição. Quanto mais treino, mais sorte tenho. Um fator determinante na evolução do aprendizado nessa fase é a sensação de prazer na execução da tarefa, pois assim, a busca da excelência é um caminho possível de ser atingido. O que não deu certo pode ser só uma etapa de aprendizagem para o que ainda está por vir.
Fase 4 – Competência Inconsciente
Não sei o quanto eu sei. Alguns estudiosos chamam essa fase de fluxo. É quando temos um desempenho estável e quase perfeito em uma determinada atividade. Nossa concentração, excelência e virtuosismo estão de mãos dadas, e temos a sensação de não perceber o tempo passar e nem nos sentimos cansados devido à tarefa. O próximo passo é começar aprender algo novo. E voltamos à fase 1…
E aqui vai uma Dicaduka: quando for aprender algo novo, tenha a noção do esforço e da dedicação necessárias para passar pela fase 2 e chegar à fase 3. Comemore seus erros, registre seus acertos e, principalmente, mantenha a disciplina. O processo de ensino-aprendizagem deve ser algo prazeroso e que nos desperte a vontade de continuar. Viver é um processo de aprendizagem eterno…

Fonte: http://bit.ly/tAHP0B 

domingo, 11 de dezembro de 2011

HISTÓRIA DO NATAL DIGITAL



Como as Redes Sociais, a web e o mobile contam a História da Natividade.
O Natal através do Facebook, Twitter, YouTube, Google, Wikipedia, Google Maps, GMail, Foursquare, Amazon...

Os tempos mudam, o sentimento continua o mesmo.

RAUL SEIXAS - CARPINTEIRO DO UNIVERSO



"O meu egoismo, é tão egoísta,
que o auge do meu egoismo é querer ajudar.
Mas Não sei por que nasci
pra querer ajudar a querer consertar
O que não pode ser..."

FELIZ NATAL... com sonhos mil e... coca-cola!!



Santa Claus sorprende a pasajeros en el aire

Lições de 40 Filmes em 7 Minutos



Porque, este momento, é tudo que tem.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Quero participar da entrega do Premio #TopBlog

Pessoal, clicando no link abaixo, vocês irão par ao site "Vaquinha".
Sim é um site em que as pessoas podem ajudar financeiramente, fazendo a famosa "vaquinha".

Participar Premio TopBlog:
<<<=== Participe da minha vaquinha!

Por que eu estou pedindo esta vaquinha?
Porque o blog da ONG da Rute ficou entre os três primeiros colocados e a divulgação e entrega do prêmio será em São Paulo, no dia 17/12.

Eu quero participar da entrega do prêmio.
Quero saber se o blog da ONG da Rute ficou em 1º lugar.
Se ficou em 1º lugar eu quero estar lá para receber o troféu em mãos... pessoalmente mesmo.

Por isso estou pedindo para que ajudem enviando algum valor.
Posso contar com vocês?
Obrigada!!!
Ajudem!
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Por que pedir R$1.000,00?
 
A passagem de ida custa 306,00
A passagem de volta custa 301,00
Ainda tem o hotel, despesas de deslocamento e alimentação
Com certeza serão necessários R$1.000,00 para ir ao evento.
Obrigada aos que colaborarem.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O real e o imaginário na literatura: Orhan Pamuk



Orhan Pamuk, escritor turco, é Prêmio Nobel de Literatura 2006 e membro honorário da Academia Americana de Letras e Artes.

Cursou três anos de arquitetura, queria ser pintor, mas abandonou o curso e a carreira, graduando-se em Jornalismo na Universidade de Istambul. Seu primeiro romance levou sete anos para ser concluído, mas, através do terceiro livro, O castelo branco, já recebeu o reconhecimento internacional, vendendo milhões de exemplares em mais de 50 diferentes idiomas. Em sua bibliografia destacam-se Neve, Istambul e Meu nome é vermelho.

Em 2005, ameaçado por grupos nacionalistas ao criticar o silêncio do país perante a morte de um milhão de armênios durante a Primeira Guerra e a morte de 30 mil curdos nas últimas décadas, Pamuk teve que deixar a Turquia. Ao retornar a Istambul, foi acusado pelo governo de ofender a identidade nacional, sendo absolvido apenas após diversas manifestações de escritores e organizações de defesa dos direitos humanos.

Foi eleito pela revista Prospect como um dos cem maiores intelectuais do mundo em 2005 e pela Time como uma das cem personalidades mais influentes da atualidade em 2006, além de homenageado com as honrarias francesas Le Prix Médicis étranger e Le Prix Méditerranée étranger.
(Via Fronteiras do Pensamento, por email)