Transcrição do vídeo,cujo nome é Mbaraka – A palavra que age.
Vídeo:
Mbaraka – A palavra que age from Tekoa Virtual Guarani on Vimeo.
Palavras ditas por Atanásio - Aldeia Limão Verde
Para mim o canto-dança tradicional não acabou.
Nós o recebemos pelos mensageiros de nosso grande pai Tupã.
Foi de Tupã, o Senhor do Grande Falar, que vieram as rezas.
Karavie, Araryvusu, Tanimbu Guasu e outras divindades são os mensageiros de Tupã.
Eles vêm do início do mundo e desceram à terra para nos alimentarem.
Nessas divindades, nós vivemos.
Jakaira é o nosso guardião, é o nosso pilar.
É nele que nós nos apoiamos.
Pai Kuara, o Sol, brilha e cuida de nós.
Ele ilumina a vida do índio.
Eles são nossos pilares. Por isso, nós os respeitamos e contamos sua história.
Pai Kuaru, o Sol, ilumina a todas as pessoas.
Ilumina os homens brancos, os povos Mbyá, Guarani, Pataxó...
Ele aquece todo mundo. Todos estamos sob a sua luz.
Se nós não nos importarmos e deixarmos de lado a dança-reza tradicional viveremos como vocês.
Se acabará a dança e o canto-reza e virá o grande vento destruidor.
A terra está sendo revirada!
Então ali nós acabaremos, se continuar assim...
Chamávamos esse lugar de Mata Grande. Ele sempre foi nosso, e os brancos tomaram tudo.
Derrubaram toda a mata e, por ironia, passaram a chamá-lo de Mato Grosso do Sul.
Então...
Eles destruíram os nossos remédios da mata.
Fizeram sumir nossos animais de caça.
A nossa caça eram o tatu, a cutia, a anta, o lagarto,
Esses animais eram para nosso proveito. Eles desapareceram todos.
Tamanduá, porco do mato e muitos outros.
Os donos-protetores desses animais voltaram para junto de Tupã.
Então, hoje, os alimentos são fabricados na máquina.
Temos que usar dinheiro para comprar comida e, muitas vezes, não o temos.
É por isso que queremos a nossa terra de volta. Para termos nossos alimentos de volta.
Para não precisar das coisas dos brancos, para não depender dos alimentos deles.
Para providenciarmos nosso sustento do nosso jeito.
Nós vamos nos juntar para produzir nossa comida, nossa carne.
Nesse lugar que já foi nosso, nós vamos criar nossos animais.
Então é para isso que nós queremos a nossa terra de volta.
Palavras ditas por Valmir - Acampamento Guaiviry
Quem me ensinou que este lugar era nosso foi minha avó.
Que também se tornou minha madrinha e mãe. Ela se chamava Odúlia Mendes.
Ela lutou desde pequena.
Desde criança eu ouvia dizerem que ela era uma batalhadora pela nossa terra.
Até hoje eu ouço isso, mas a demarcação da nossa terra ainda não saiu.
Nós sofremos muito na luta pela nossa terra.
Minha avó morreu nessa luta.
Ela nos deixou, e todos os fazendeiros foram contra ela.
Não foi um, dois ou três, foram muitos fazendeiros contra ela.
Foi por causa disso que ela nos deixou.
Ela nos deixou órfãos, lutando pela nossa terra.
Por isso ela morreu.
Mas sempre a levamos em nosso pensamento, com suas palavras sábias, com seus cantos.
Nós estamos em três para levarmos em frente a sua reza, a sua palavra.
Ela deixou a sua reza para nós e isso vai permanecer.
Nós, através do canto-reza, seremos muitos mais.
Olhem só a minha casa, eu não quero mais viver desses jeito, mas ainda não nos deram a nossa terra.
Minha avó disse: "Sua vez de lutar vai chegar. Você é meu afilhado e ficou como meu filho".
"Você vai ficar no meu lugar e tem que levar adiante a nossa reza".
Nós somos os filhos dela. Estas são suas crianças, estes são seu neto e sua filha.
A verdade é que, se ela soubesse disto ...
Por causa da nossa terra, sofremos muito aqui.
E ela nos deixou para fortalecer a reza aqui e vamos dar continuidade a isso.
Mas nós é que temos o maracá. Nós, índios de verdade, somos os que ficarão!
É o nosso canto e o som de nossos maracás que seguram as armas dos brancos.
Não é de ontem que cantamos-rezamos, sempre levamos conosco o seu cato-reza.
Mas, se estes brancos não entregarem a nossa terra, eles se acabarão.
Esses homens só querem nos fazer sofrer, eles brincam com nossos sentimentos, mas, se eles continuarem suas
ofensas nós revidaremos com rezas com a força das Sete Quedas, com o poder da Cruz do Longo Dizer!
Vamos convocar os exércitos celestiais.
Se os brancos vierem para nós de coração duro, cantaremos para eles músicas longas para eles não se enraivecerem.
Se pegarmos os costumes dos brancos, não seremos nada.
Os brancos não gostam dos nossos costumes. Eles valorizam mais sua própria cultura.
Se não valorizarmos a nossa cultura muitos podem querer a cultura do branco.
Mas nós não podemos aceitar os costumes dos brancos.
Nossa tradição é usar o maracá, é reverenciar as cruzes dos ancestrais.
Esse é o nosso costume.
Pronunciar nossos cantos festivos, rituais e sagrados, é nosso modo de ser.
Minha mãe nos deixou a sua reza, ...vou rezar um canto que ela nos ensinou.
Todo dia ao amanhecer e ao entardecer, ela nos ensinava e, sem isso, nós não somos nada.
Palavras ditas por Roberto - Aldeia Pirakua
Como estão tratando a terra?
Como vamos fazer para renovar a terra?
A alma desta terra está doente!
Para refazer a alegria da natureza, devemos dançar como antigamente para que nosso Pai faça parte da terra
novamente.
Sempre pedimos com respeito ao nosso Deus.
Porque nós cantamos e dançamos bem?
Por causa de terra!
Esta terra está doente, por isso temos que rezar.
Nós temos que enfeitar bem as nossas vestimentas, enfeitar bem os nossos colares.
Com nossos enfeites vamos fazer dançar mais.
Com o som dos bastões de taquara vamos fazer dançar mais.
Nos conduzir pelos conhecimentos dos brancos, não podemos mais.
Nhanderu falou para nós que, se andarmos nesses saberes, essa terra não vai durar por muito tempo.
Assim, esta terra que nós sabemos ter, foi deixada por Nhanderu, nosso Deus.
Então vamos valorizar mais o nosso modo de ser.
Todos os dias temos que pedir pelo nosso jeito sagrado de ser.
(Canto)
Vem nosso irmão mais velho, vou te ensinar.
Vem , vamos acalmar nosso irmão mais melhor
Vem, vamos dançar!!
No céu da morada de Nosso Irmão Mais Velho
Levanta meus pés em direção ao céu.
Vem, meu irmão, vou te ensinar o caminho do céu.
Porque nós somos da mata, não existe outra forma.
Nós prestamos atenção em nós mesmos para aprender e é assim que nós descobrimos quem somos, por meio da palavra proferida.
Porque nós não temos a nossa palavra escrita, apenas oralmente, como diz o branco.
Só por meio da palavra dita é que nós podemos passar a nossa história uns para os outros.
É assim que nós somos.
Palavras ditas por Eupídio - Aldeia Potrero Guasu
Eu sou um índio. Minha pele é diferente, Mas o sentimento é o mesmo que os não-índios sentem.
Por tudo isso, cheguei à conclusão de que o que meus avós e tios passaram para mim era verdade.
Porque esse outro é igual a mim.
E assim podemos ter compaixão um do outro.
Nós não devemos nos sentir diferentes, temos que ser unidos como se cosêssemos da mesma panela.
Todos dividindo entre todos.
Segundo nossa tradição, tudo o que falamos tem que acontecer.
Isso quer dizer que algo vai acontecer porque eu estou colocando em palavras, e assim acontece com todas as palavras que pronunciamos.
É assim quando um xamã diz:
"Não vai para tal lugar, que isso vai te acontecer".
Era porque ele já tinha visto isso, que iria acontecer mesmo.
Se ele disser "não vá por ali, hoje você não pode ir"
Você tem que escutá-lo, porque ele já viu o que acontecerá na sua frente, coisas boas e ruins.
Os brancos tem o seu jeito de ser. Por isso que, para eles, foi deixado o papel e, para nós, foi deixado o maracá e o takua como o nosso início, pelo Nhande Jara.
Para os brancos foi deixada a Bíblia.
Eles já sabem tudo para se dirigirem com isso.
E,para nós, ele deixou o maracá.
Por meio disso nós sabemos muitas coisas.
E diziam os mais antigos: "O que sabemos é um para o outro"
Para mim só existe um Deus, e foi ele que deixou todas as coisas aqui na terra para nós.
As nossas coisas estão na mata, nós sabemos como usá-las.
Com isso nós andamos na linha certa até chegar onde ele está.
Palavras ditas por Atanásio - Aldeia Limão Verde
E então nós temos que fazer a dança para podermos plantar de novo.
Temos que plantar milho branco, temos que plantar batata doce, feijão.
Também temos que plantar banana, temos que plantar cana e da cana nós temos que fazer a bebida fermentada.
E, assim, nós temos que nos voltar para os nossos antepassados, que há tempos nós não saudamos.
Então...
Nós temos que levantar de novo o nosso altar, o marangatu e dançar do jeito mais sagrado.
E nós temos que transmitir para os nossos filhos essas palavras perfeitas.
Nós falamos que, quando age a palavra má, as pessoas não se gostam, experimentam a raiva, ou seja, estamos contrariados uns com os outros e, quando isso acontece, o outro já fica bravo, então nós temos que esfriar essa palavra. Eu também tenho que esfriá-la. Para que essa palavra má desapareça, eu tenho que esfriá-la.
Depois que eu esfriar, vai sair a palavra boa. E não haverá mais a palavra má.
Daí em diante somente vão brotar palavras novas, palavras boas.
Então, daí em diante, Tupã virá abençoas.
Também virão outros Deuses para abençoar para que não exista mais a palavra má.
Devo fazer com que desabroche a criança.
Hei de fazer que desabrochem as mais belas crianças.
Eu te conto meu pai.
Hei de contar-te...
Hei de contar-te do dizer do takua da nossa avó no passado.
Até então meu antigo dizer
Até então o meu antigo dizer do meu maracá
Até então o antigo brilho da minha cruz que é abençoada ali no novo broto da antiga terra perfeita.
Então haverá dança e caminhada ritual até o lugar onde vai renascer a nossa terra.
Ali estaremos juntos novamente. Vamos dançar e serão arrumadas as casas.
Depois que esfriarmos, os Nhanderus vão trazer de volta os nossos animais de caça.
Então haverá de novo o Nahnderu, os nossos enfeites.
Haverá de novo o batismo da criança, o enfeite das crianças e a celebração do tembekua, a cerimônia de perfuração do lábio do menino.
Haverá a dança, o canto longo para celebrar novamente a colheita do milho verde.
Vão ser abençoados os canaviais, os mandiocais.
Vai ter tudo... Lá vai ter tudo de novo...
Hoje (out/2012), os Guarani-Kaiowá vivem em seu mundo uma crise sem precedentes.
Confinados em pequenas porções de terra e com os recursos naturais totalmente degradados, eles se veem diante de um momento de impasse.
Entre o enfrentamento pela terra e a manutenção da tradição a palavra Kaiowá busca formas de reversão dessa crise,
Fonte e vídeo: http://vimeo.com/34768557
Mbaraka – A palavra que age
from Tekoa Virtual Guarani
A partir de entrevistas com os xamãs nhanderu, e de registros dos seus cantos, danças e cerimônias, o filme aborda o universo dos cantos xamânicos por meio dos aspectos performáticos da palavra, da sonoridade, do gesto, da dimensão onírica e da vontade mobilizada pelo canto. Se a palavra pode ser história, mito e narrativa, entre os Guarani-Kaiowá ela também é poesia e profecia: um canto de esperança em um futuro melhor.
Produção: Anthares Multimeios
Realização: Edgar Teodoro da Cunha, Gianni Puzzo e Spensy Pimentel.
Retroceder jamais!
Seguir... Não olhar para trás, a nao ser que seja para aprender com o que passou.
Seguir... nem que seja aos trancos e barrancos, mas sempre seguir adiante.
Um dia chega-se lá ... no horizonte, para vislumbrar um novo horizonte a alcançar.
In boca al lupo!
Crepi il lupo.
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sábado, 27 de outubro de 2012
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Leiam as palavras de gratidão dos líderes do grupo Aty Guasu
Nota pública de gratidão deixada no Facebook pelos líderes do grupo ATY GUASU, no dia 25/10/2012.
Nós Guarani e Kaiowá sobreviventes, que queremos muito sobreviver, vimos por meio desta simples mensagem prestar o nosso imenso agradecimento público para todos (as) cidadãos (as) do Brasil por ter inserido no seu nome e sobrenome Guarani e Kaiowá. Como é sabido, que Guarani e Kaiowá sozinho pode ser exterminado sim, porém, temos certeza que com a solidariedade humana verdadeira e apoio valioso de todos senhores (as) podem nos salvar das diversas violências anunciadas contra nossas vidas e sobretudo evitar a extinção étnica. Através desses gesto de amor a nossa vida, praticadas por vocês, nos trazem um pouquinhos de paz e esperança e espiritos de justiça verdadeira. Por fim, passamos a entender que que existem neste Brasil cidadãos (as) movidos pelo amor verdadeiro ao próximo e tem sede de exigir e fazer justiça. Não sabemos com qual palavra a agradecer a todos (as), apenas te falar , JAVY'A PORÃ, paz em coração de vocês, muito obrigado
Genocídio contra índios Guarani Kaiowá em Mato Grosso! (Fotos)
(ATENÇÃO – contém imagens fortes)
Massacre de Indios Guarani Kaiowá em Mato Grosso! Não feche os olhos!
Reproduzo, aqui, trechos de textos retirados dos blogs, em que estas fotos foram publicadas. A ideia é que mais e mais pessoas conheçam a realidade de povos que habitam conosco, o mesmo pedaço de chão e que têm os mesmos direitos que temos.
Estas fotos foram tiradas por um fotógrafo que não pode se identificar pois corre risco de morte. Se trata de um genocídio que está acontecendo no Brasil, não devemos fechar os olhos para esta gente que está sofrendo todo tipo de discriminação e violência. As crianças morrem de desnutrição e os adultos, por não vislumbrar saídas acabam se entregando à bebida ou se suicidam. A mortandade infantil é altíssima e os assassinatos também.
Segundo o fotógrafo que nos encaminhou estas fotos a única possibilidade para estos índios é a interferencia de alguma instituição de peso ESTRANGEIRA de direitos humanos pois a MAFIA que está exterminando estos índios está infiltrada em várias instancias do poder e são poucos os que tem coragem de fazer alguma coisa pois estes mafiosos ameaçam e matam mesmo!
Massacre de Indios Guarani Kaiowá em Mato Grosso! Não feche os olhos!
Reproduzo, aqui, trechos de textos retirados dos blogs, em que estas fotos foram publicadas. A ideia é que mais e mais pessoas conheçam a realidade de povos que habitam conosco, o mesmo pedaço de chão e que têm os mesmos direitos que temos.
Estas fotos foram tiradas por um fotógrafo que não pode se identificar pois corre risco de morte. Se trata de um genocídio que está acontecendo no Brasil, não devemos fechar os olhos para esta gente que está sofrendo todo tipo de discriminação e violência. As crianças morrem de desnutrição e os adultos, por não vislumbrar saídas acabam se entregando à bebida ou se suicidam. A mortandade infantil é altíssima e os assassinatos também.
Segundo o fotógrafo que nos encaminhou estas fotos a única possibilidade para estos índios é a interferencia de alguma instituição de peso ESTRANGEIRA de direitos humanos pois a MAFIA que está exterminando estos índios está infiltrada em várias instancias do poder e são poucos os que tem coragem de fazer alguma coisa pois estes mafiosos ameaçam e matam mesmo!
Fonte: http://profcmazucheli.blogspot.com/2011/01/genocidio-contra-indios-guarani-kaiowa.html
http://blog.dianaserra.com.br/genocidio-contra-indios-guarani-kaiowa-em-mato-grosso/
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
A íntegra da carta dos Guarani-Kaiowá #GenocidioGuaraniKaiowa
Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil
Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.
Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.
Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.
Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.
Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.
Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.
Atenciosamente, Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
O valioso tempo dos maduros
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas..
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam
poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram,
cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir
assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar
da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafectos que brigaram pelo majestoso cargo
de secretário geral do coral.
‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência,
minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana,
muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com
triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua
mortalidade,
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
Essa é a versão escrita originalmente por Mário de Andrade.
Mas...talvez por adorar jabuticabas, eu goste muito desta versão, escrita por Rubens Alves... eu diria que uma versão modificada.
Meu tempo tornou-se escasso
Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
Contei meus anos e descobri
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente.......... ....
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade....
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte.....
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos...
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência.... Minha alma tem pressa....
Sem muitas jabuticabas na bacia
Quero viver ao lado de gente humana...muito humana...
Que não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade....
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Serviços de computação em nuvem já chegam a 375 milhões de usuários em 2012
Dados fornecidos pela firma de marketing IHS iSuppli revelaram
que o número de assinantes de serviços de nuvem deve ultrapassar a
projeção feita anteriormente, de 500 milhões até o final do ano.
Segundo o levantamento, o crescimento desse tipo de serviço na
primeira metade do ano atingiu a marca de 375 milhões e rapidamente vem
se tornando um dos serviços de maior adaptação de 2012. Jagdish Rebello,
diretor da IHS, afirmou que armazenamento em nuvem é uma mudança
radical com os benefícios trazidos tanto para os consumidores como para
as empresas. “Enquanto o consumidor busca tais serviços para acessar seu
conteúdo de forma rápida, as empresas buscam uma maneira de obter lucro
com estes.”, completou.
E o futuro?
Para 2013, a projeção é de que mais de 675 milhões de pessoas
desfrutem de pelo menos um serviço de nuvem. As gigantes de mercado
obviamente já possuem os seus pedaços do setor: o Google com o GoogleDrive, Microsoft com o Skydrive, Apple com o iCloud. Existem também empresas menores, como o caso de Dropbox e SugarSync, que permitem espaços de até 5 GB de armazenamento de maneira gratuita e não devem nada as gigantes.
Fonte: ow.ly/euYd3
TransOS: primeiro sistema operacional em nuvem

Sistemas operacionais tradicionais, como Windows, Linux, Apple OS e outros rodariam como "janelas" do TransOS.[Imagem: Zhang/Zhou]
Pesquisadores chineses estão criando o primeiro sistema operacional para a era da computação em nuvem.
A proposta é que, em vez de ter um sistema operacional, cada
computador se transforme em uma espécie de terminal burro, buscando tudo
o que precisa para rodar na nuvem - não apenas arquivos e programas,
mas também comandos básicos de controle da máquina.
Yaoxue Zhang e Yuezhi Zhou, da Universidade de Tsinghua, batizaram seu sistema operacional baseado na nuvem de TransOS.
Independência do hardware
A ideia é uma mudança radical em relação ao paradigma atual, em que
os desenvolvedores buscam aproximar-se o máximo possível do chamado
"software aderente ao hardware", de modo que os programas tirem o máximo
proveito das máquinas em que estão rodando.
Com um sistema operacional baseado na nuvem, o hardware seria
irrelevante, e o computador não precisaria manter na memória grandes
partes do sistema operacional que não estão sendo usadas.
Nesse caso, Windows, Linux, Apple OS, ChromeOS e outros sistemas operacionais rodariam como "janelas" do TransOS.
Cloudbooks
O código do sistema operacional é armazenado em um servidor na nuvem, permitindo a conexão de "terminais". O conceito de terminal é comum nos ambientes de mainframes, onde máquinas sem muitos recursos de hardware acessam sempre o computador central.
Mais recentemente, tentou-se reinventar o conceito com os netbooks, que, na prática, tornaram-se apenas computadores menores.
Para se ligar ao sistema operacional em nuvem, um netbook, ou como venha a ser chamado o terminal burro - cloudbook, por exemplo - precisa de um software mínimo para dar o boot e conectar-se à rede dinamicamente.
O TransOS envia-lhe então o código para dar acesso às opções abertas ao usuário - o que pode ser um emulador Windows ou Linux.
Os programas são acessados normalmente, chamando o TransOS apenas quando necessário.
Sistema operacional para geladeiras
Aplicativos em nuvem têm ganho espaço, prometendo facilidade no
acesso de aplicativos e arquivos, que podem ser lidos de qualquer
computador com acesso à internet. Outra vantagem é que o software pode ser mantido atualizado, sem qualquer preocupação do usuário.
Os pesquisadores chineses defendem que retirar o sistema operacional
inteiro do computador e levá-lo para a nuvem é o próximo passo lógico.
Eles sugerem também que o TransOS não ficará limitado aos
computadores pessoais, oferecendo capacidades que poderão ser acessadas
por aparelhos móveis, como tablets e smartphones, e até por aparelhos domésticos, como geladeiras e máquinas de lavar.
Bibliografia:
TransOS: a transparent computing-based operating system for the cloud
Yaoxue Zhang, Yuezhi Zhou
International Journal of Cloud Computing
Vol.: 1, N. 4, 287-301
DOI: 10.1504/IJCC.2012.049763
Fonte: http://bit.ly/RB37LQ
domingo, 14 de outubro de 2012
Meu pai, meu professor: um exemplo de vida
Meu professor, meu exemplo, um herói para mim.
Foi quem me ensinou, não somente Português, Matemática, História, mas também ensinou-me valores de vida, ensinou-me que a vida tem de ser vivida intensamente, haja vista que ele, aos 79 anos continua extremamente ativo.
Ensinou-me a ter paciência, a refletir sobre minhas escolhas, a pensar duas vezes antes de decidir, mas também, com seu exemplo, mostrou-me que vale a pena arriscar. Este meu professor é tudo para mim. Este professor é meu pai! Obrigada, papai!
sábado, 6 de outubro de 2012
Como fazer uma propaganda eleitoral (Para não errar)
- Para não errar
- Para aprender.
- Afinal...2014 está aí...
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Vou-me Embora pra Pasárgada (Quem vai comigo?)
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
manuel bandeira
(Extraido do documentario de Joaquim Pedro de Andrade, 1959)
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Você está fazendo o que ama agora?
Você está fazendo o que ama, neste momento?
Não?
Então comece!
O relógio está correndo e sua vida está com pressa.
Descubra o propósito de sua vida e faça acontecer.
Amar o seu trabalho vai lhe colocar em movimento.
É o único jeito de viver uma vida plena.
Todos os dias!
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Leis libanesas desvalorizam as mulheres, diz Joumana Haddad
Eu quero acordar e ir à luta, se tiver algo que mereça essa minha luta.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Yoga para amantes del vino
Agora, mais do que nunca, que eu farei Yoga...
Ninguém mais me segura...
Só que eu acho que, esta modalidade, não deve ser praticada todos os dias... Pode haver reações adversas...
Simplesmente fantástico!!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
La última entrevista de Salvador Allende (1973)
“Os generais traidores não sabem o que é um homem honrado. Assim se escreve a primeira página desta história. Meu povo e a América escreverão o resto!”
Foi a última mensagem do Presidente Salvador Allende, ao povo, antes de morrer.
Tres días antes del golpe de Estado, el sábado 8 de septiembre de 1973, Salvador Allende recibió al periodista francés Jacques Ségui en su casa de la calle Tomás Moro. La entrevista, centrada fundamentalmente en los agudos problemas económicos y políticos que atravesaba por entonces el gobierno de la Unidad Popular, sería la última que diera el presidente chileno a un canal de televisión. Previendo sin saberlo el trágico final que tendría el proyecto socialista chileno, Allende se expresó en algo más de tres minutos sobre la descarada intervención norteamericana, la oposición sediciosa que buscaba derrocarlo y sobre la posibilidad cierta de renunciar con el objetivo de librar al país de una guerra civil.
"La última entrevista de Salvador Allende"
1973, Francia, b/n y color, 6 min.
Programa: INF2 (Noticiero central de la Televisión Francesa)
Fecha de emisión: 13 de septiembre de 1973
(Edición, traducción y subtitulado: Matías Wolff)
domingo, 9 de setembro de 2012
Saramago - Caverna de Platão e as imagens
E se nós todos fôssemos cegos?
Nós nunca vivemos tanto na Caverna do Platão como hoje.
Saramago em Janela da Alma.
"Nesse mundo do audiovisual acaba que nos perdermos de nós próprios, do mundo que vivemos, sem saber bem quem somos, para que viemos e que sentido tem a vida"
"A maioria das coisas em nossas vidas acontecem sem muito sentido. Então somos todos avidos pelo significado.
Muito bom este vídeo!
O povo precisa de "cama, mesa e banho"
O que me entristece é ver que ainda tem gente que se locupleta e engana um povo que necessita, não só de comida e melhor moradia, mas também educação. Mais cultura para o povo é mais fazer.
Quando um povo recebe mais educação e se acultura, saberá ser critico o suficiente para, também , fazer boas escolhas.
Tenho me indignado. O problema são as pessoas (governos) que querem manter o povo a sonhar com o mundo da fantasia e num "país das maravilhas". Assim, esse povo, com tudo concordará, nada criticará, pois, no imediatismo e na fantasia em que são mantidos, acreditarão e não abrirão os olhos.
Eu quero acreditar e tenho a esperança (essa, que jamais me abandona) de que chegará o momento em que as pessoas serão mais solidárias com os seus.
Fico a me perguntar se oferecer sorrisos e simpatia é o suficiente para bem governar... O povo precisa de cama, mesa e banho.
O povo precisa de "cama, mesa e banho"... educação, emprego, transporte, condições mínimas para se sentir gente e educar seus filhos para o futuro
O povo precisa de "cama, mesa e banho"... não de palavras vãs, promessas impossíveis, sonhos roubados. #Educacao acima de tudo! Verdade também !
(Tweets que fiz hoje, dia 9 de setembro/2012,)
sábado, 8 de setembro de 2012
Alcançando a luz violeta...
É bom se perceber parte do universo...
Sentir a energia que está no ar...
Conectar-se em uma frequência que possibilite atingir a paz interior, tão necessária em nossos dias.
A natureza deve ser observada em cada detalhe, a fim de percebermos o quão pequenos somos nós e o quão importantes somos para que tudo viva em harmonia.
Que vibremos todos juntos em busca dessa harmonia e dessa paz.
Este vídeo é de Angelus: F.C. Perini
Sentir a energia que está no ar...
Conectar-se em uma frequência que possibilite atingir a paz interior, tão necessária em nossos dias.
A natureza deve ser observada em cada detalhe, a fim de percebermos o quão pequenos somos nós e o quão importantes somos para que tudo viva em harmonia.
Que vibremos todos juntos em busca dessa harmonia e dessa paz.
Este vídeo é de Angelus: F.C. Perini
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Este pedaço de chão é Bento!
Vocês querem saber o que me compõem?
Querem saber como "me construí"?
Conheçam a minha terra!
Conheçam o meu pedaço de chão e saberão que este chão é Bento, este chão é o que me faz.
Este é meu paraíso na terra.
Aqui viajo sempre que preciso de um aporte emocional, sempre que preciso me reenergizar.
Sou parte disto. Isto é parte de mim.
Bento Film Commission from Bento Film Commission on Vimeo.
Querem saber como "me construí"?
Conheçam a minha terra!
Conheçam o meu pedaço de chão e saberão que este chão é Bento, este chão é o que me faz.
Este é meu paraíso na terra.
Aqui viajo sempre que preciso de um aporte emocional, sempre que preciso me reenergizar.
Sou parte disto. Isto é parte de mim.
Bento Film Commission from Bento Film Commission on Vimeo.
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