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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Estudar e fazer prova a distância já pode ser realidade (EAD)


 A avaliação é um assunto que me incomoda deveras. 
Sempre tento aplicar outros métodos, mas esbarro nas exigências do MEC, de que é necessário aplicar provas para a avaliação. E nesse caso, falo tanto de avaliação para aulas presenciais como a distância.


Os alunos não conseguem aceitar e, muitos nem entender, que é possível uma avaliação constante, do progresso obtido por ele no processo de aprendizagem.
Para eles vale a nota obtida e, preferencialmente, nota, não conceito.
Eles preferem saber que são 8,75, a saber que são capazes... ou não.

Aliás, quando se apresenta o "não" é que ocorrem os questionamentos por parte dos alunos, duvidando de nossa (falo de nós professores) capacidade de avaliá-los constantemente, avaliá-los pelo que conseguiram progredir durante o período de aulas. O fato deles terem conseguido problematizar um conteúdo, de terem conseguido se articular com colegas para resolvê-los, de terem se baseado em exemplos apresentados e outros "buscados" para encontrar a solução de seus problemas... A isso, ou algo parecido, dá-se o nome de Avaliação Formativa. Muito disso se baseia nas ideias de Philippe Perrenoud..

Enfim,  a minha intenção em escrever sobre este post foi algo que vi hoje na internet sobre avaliação, principalmente a distância.

E falando sobre avaliação na EAD, que é muito mais complicada, acho que um bom software poderá realmente ser a solução. Esse software deverá estar integrado com Inteligência Artificial, de reconhecimento e leitura do movimento dos olhos, entre outras coisas. 

Esse software é o que se almeja há anos, pois quando se oferece um curso ou disciplina a distância estamos facilitando a vida dos alunos, mas continuamos a dificultar na hora dele se deslocar para a instituição ou polo para fazer a avaliação presencial, exigida pelo MEC.
Compreende-se perfeitamente isso, pois não teríamos como identificar quem, de fato, fez a prova, por exemplo.

Hoje vendo os tweets de meus "seguidos", no Twitter, vi um que me chamou a atenção, cujo teor era o seguinte:

@PortalEducacao: Estudantes poderão fazer prova em casa sem poder colar http://ow.ly/1Y8nl

 Não pensei duas vezes e fui buscar as informações em detalhes.

Decidi colar o texto todo na íntegra. Vejam abaixo que ótima notícia, principalmente para quem trabalha com EAD.

Estudantes poderão fazer prova em casa sem poder colar

http://bit.ly/aTwObm

Já imaginou fazer uma prova em casa. Pois é, agora isso será uma realidade. Estudantes britânicos poderão, em breve, ter a oportunidade de fazer provas da faculdade em seus próprios quartos, em qualquer momento do dia, e sem poder colar.
A iniciativa é da empresa norte-americana Software Secure, que projetou um programa que visa assegurar que os estudantes não colem enquanto realizam a prova. De acordo com o projeto, tudo é vigiado, ele trava arquivos e usuários pela internet, exceto os especificados para que o exame seja feito.
A segurança não se limita só a isso. O software pede um reconhecimento de impressão digital para certificar que o candidato é a pessoa correta, usa ainda a gravação de áudio e vídeo para saber se o estudante está em condições de fazer prova durante todo o período.
De acordo com os responsáveis pelo software, o site “traz a sala de prova para a era do computador, tornando o exame menos estressante para os estudantes, faculdades e administradores.” Segundo eles, o programa foi projetado para estudantes com empregos em tempo integral, ou para aqueles com filhos e que não têm flexibilidade para encontrar um supervisor.
O projeto já está sendo experimentado pela faculdade na Grã-Bretanha, a University of Wales Institute. Nos Estados Unidos, diversas universidades já usam o sistema.
Para a Associação Nacional dos Estudantes Britânicos, a novidade ainda causa estranheza: “Seria uma solução para problemas enfrentados por pessoas com dificuldades de chegar ao campus da universidade para exames”, disse um porta-voz. “Contudo, o recurso não pode ser usado como desculpa para reduzir custos ao diminuir o contato dos estudantes com o ambiente universitário”, completou.

“As novas tecnologias da informação e da comunicação deixam claro quanto às mudanças de paradigma em diversas áreas do conhecimento, inclusive a educação, completa o tutor do Portal Educação, Renato de Brito Nicodemos.
Sei que este é um assunto de longa discussão e muito mais complexo.
Não são essas meras linhas que esgotam tal assunto, mas quis compartilhar minha alegria ao saber que já estamos a passos mais largos em busca de uma solução para os alunos que estudam a distância.


2 comentários:

Alfredo Rebello disse...

Eu, particularmente, avalio o aluno a cada aula, a cada atividade dada. Antes, faço uma tabela com as competências que deverão ser desenvolvidas em uma tarefa. Depois vou marcando aquelas que o aluno consegue atingir.
Nos cursos que trabalhei nunca me deixaram fazer essa avaliação "oficialmente". Normalmente só aceitam as provas como avaliação!

Existe um grupo de pesquisa na UFRJ: http://www.latec.ufrj.br/

Nesse grupo há uma pesquisa voltada à EAD.
Já fiz meus contatos e pretendo fazer iniciação científica nessa área. Abraço.

Bruna disse...

Acho que muito dessa não aceitação de repetencia vem de casa. Fomos criados para não rodar. Repetir uma cadeira muitas vezes é bom e necessário. Não deveria ser um trauma.

Se as crianças fossem treinadas a se esforçarem e não "para passar", o sistema de notas poderia ser substituido sem tantos problemas.