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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Diálogo do filme MATRIX (eu escolho)

SMITH:

Por que, Sr. Anderson? Por que você faz isso? Por que levantar-se? Por que se manter lutando? Você acredita que está lutando por alguma coisa? Por algo mais que sua sobrevivência? Você pode me dizer o que é? Você sabe o que é? Por liberdade? Ou verdade? Talvez paz? Sim? Não? Poderia ser por amor? Ilusões, Sr. Anderson. Caprichos da percepção. Construções temporárias de um intelecto humano fraco, tentando desesperadamente justificar uma existência sem significado ou propósito. Vidas tão artificiais quanto a própria matrix. Embora somente a mente humana poderia ter inventado algo tão insípido como o amor. Você deve ser capaz de enxergar. Você deve saber disso agora. Você não pode vencer. Não há sentido em continuar lutando. Por que Sr. Anderson? Por que? Por que você persiste?

NEO:

Porque eu escolhi fazê-lo.



http://wglucchesi.blogspot.com/2010/11/dialogo-do-filme-matrix.html

Foto clicada no show de Paul McCartney, em Porto Alegre - 07/11/2010

domingo, 28 de setembro de 2008

A voz da Responsabilidade ...é sinal de uma vida feliz?



A voz da responsabilidade é o grito de recém-nascido, do indivíduo humano. Não necessariamente, porém, é sinal de uma vida feliz - se a felicidade significa ausência de inquietações (por certo uma definição altamente discutível, embora largamente difundida, de felicidade).

A aceitação da responsabilidade não aparece facilmente - não exatamente porque ela leva aos suplícios da escolha (que sempre impõe a privação de alguma coisa, assim como o ganho de outra coisa), mas também porque ela anuncia a permanente ansiedade de estar - quem sabe? - errando.


Do livro O mal-estar da pós-modernidade, de Zigmunt Bauman