Postado no Facebook, por volta das 16h (menciono que foi postado no FB, pois foi lá que iniciou esta homenagem):
"SITUAÇÃO DO GUGA:
Ontem, à noite, qdo
chegou do hospital, comeu frango com ovo. Com certeza adorou, pq comeu
bastante. Coloquei junto cenoura crua em pedacinho, que ele adora, mas
separava toda, enqto comia. Quer dizer... tolo ele não é. Sabe escolher o
q lhe apraz mais.
À noite descemos com ele - pela primeira vez (penso eu), nós três (Sergio, Karenina e eu) passeamos com ele. Fez o que precisava (xixi, cocô), mas não quis caminhar muito.
À noite mal dormiu. Sentia-se incomodado,
mudava de lugar a toda hora, resmungava, pois doía para ele deitar de
novo, tinha a respiração ofegante, pesada, com barulho (eu praticamente
não dormi). Inclusive, num determinado momento ele gemeu de uma forma q
me assustei; chamei o Sérgio... enfim.
Hoje, de manhã, levei-o para a
rua, fez muito xixi, mas quase nada de cocô. Voltamos e precisei sair.
Diz o Sérgio que, num determinado momento, ele ganiu muito alto e ficou
espichando o pescoço... algo deve ter doído muito. Depois disso, parece
que ele se entregou. Só bebeu água. Não come nem frango, tampouco ovo,
coisas q ele adora... tem dormido, mesmo que seja no tal de acorda,
dorme...mas sem se mexer.
Há pouco, liguei para a Veterinária q
indicou buscopan composto gotas. Levei-o para passear, caminhou pouco,
só fez xixi e agora dorme-acorda-dorme (porque sente dificuldade para
respirar) ...mas o dormir deve ser o efeito do buscopan.
Só que a toda hora levo sustos. Qdo ele dorme sem ficar ofegante.... Cristo, que susto!
Mais tarde vou bater uma papinha para ele e dar com uma seringa. Ele precisa se fortalecer.
É incrível a mudança dele de sábado (antes do ocorrido) para hoje. É outro Guga.
Que triste vê-lo assim, gente.
Foto clicada agorinha.".
Tenho muito a agradecer a todos que deixaram vários comentários (vide link: http://migre.me/fHNF1). Todos foram muito reconfortantes e úteis.
Uma das características de que há um problema no coração, é uma certa tosse, que se assemelha a "engasgos". Isso ocorria quando ele estava deitado. Sempre interpretamos isso com engasgos mesmo, o que, de fato, é uma dificuldade para respirar.
No caso do Guga, a dor abdominal que ele sentia, que achávamos ser dores nas costas, devido à velhice, era provocada muito mais pelo tumor que ele tem no baço. As costas encurvadas, devido ao tempo.
Meu filho Sérgio ficou com ele ao final da tarde, quando precisei me ausentar e postou esta foto em seu Facebook, com esta descrição:
"Lendo um pouco e fazendo companhia pro Gugao!"Amamos este serzinho, chamado Guga!!
Retroceder jamais!
Seguir... Não olhar para trás, a nao ser que seja para aprender com o que passou.
Seguir... nem que seja aos trancos e barrancos, mas sempre seguir adiante.
Um dia chega-se lá ... no horizonte, para vislumbrar um novo horizonte a alcançar.
In boca al lupo!
Crepi il lupo.
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sábado, 10 de agosto de 2013
05/08/2013: O Guga volta para casa. Que alegria a nossa!
Ao chegarmos em casa, naquele fatídico domingo, dia 04 de agosto, foi um silêncio, um vazio sem fim.
Choramos muito, o Sérgio e eu.
À noite a Karenina estve aqui (com a Carol). Não foi diferente.
Tentávamos, um dar apoio ao outro e rezamos e torcemos e pedimos muitos aos Deuses, a quem, cada um acredita... q trouxesse o Guga de volta para casa, para que ele fosse feliz conosco, por mais tempo.
A segunda foi difícil. Num telefonema dado pela Drª Tantiane, ela nos disse que o Guga poderia voltar, pois já poderia receber alta.
Fomos atendidos, nesse dia, pela, também muito atenciosa, Drª Carine Stefanello, que confirmou que o Guga estava em uma situação crítica, que, à medida do possível, poderia ter vida "normal". Só deveríamos evitar que se estressasse, que tivesse emoções fortes, longas caminhadas, subir e descer escadas, ...
A ração, preferencialmente, ser uma para cardíacos - sim, o Guga é um cachorro cardíaco - ou fazer comidas, seguindo certas orientações, tomar remédios pelo resto da vida dele, ... orientações que ela passou a mim e ao Sérgio, que foi comigo para ajudar a trazer o Gugone de volta para casa.
Que, carinhosamente, nos entregou o Guga foi a Drª Carine. Viva!
Ele cheirava tudo, queria ir cá, lá, acolá...até o Sérgio sair com ele para fazer xixi, mas, imediatamente, voltou. Colo, chão, colo, caminhar, voltar, colo, chão.. em casa. :-)
Nessa noite, postei isso no facebook:
"O q eu posso dizer? Agradecer ...agradecer...agradecer...o Guga voltou para casa. Estah bem cansadinho. Meu veio querido!"
Tê-lo em casa, poder abraçá-lo novamente, poder perceber que ele ainda respirava, seu coração valente ainda batia... coisas bem simples, mas que representavam ter o nosso amigo de volta, não tem preço!
Ao chegar, logo, ele foi visitar os cômodos da casa.
O nariz dele tem esta mancha, pois foi colado o aparelho para receber oxigênio, a única forma para ele não tirar isso. Estava com a perna raspada, onde recebeu o soro.
Meus filhos e eu brindamos à vida dele. Cada instante de vida, a partir de agora, tem de ser brindado.
Ele estava vivo, mas estava abatido. Esta não foi a noite mais tranquila, mas ele se mostrava grato por estar em casa, em gestos, que só nós reconhecemos.
Por volta das 20h30min, postei isto, em meu facebook:
"Situação do Guga:
Fez a ecocardigrama e eco abdominal.
Têm alterações normais da idade dele nos rins e no fígado, mas isso não atrapalha a vida dele, apesar de já ser indícios de velhice.
O coração dele acusou problema em uma das válvulas , além do tamanho aumentado.
Mas isso tudo, ainda não é o maior problema.
Problema um: tem um tumor de 2cm no baço, que provavelmente é maligno.
Problema dois e o maior: tem um tumor na base do coração e esse não tem o q fazer, pois...não dá para tirar um pedaço do coração.
Isso pode fazer com q ele tenha morte súbita a qquer hora, ou pode ter novamente síncopes como teve ontem (desmaios).
A partir de agora ele tomará, pelo resto da vida, q esperamos seja loooonga, dois remédios: diurético e um vaso dilatador para que possa ter um pouco mais de qualidade de vida, mas o tumor.. esse, aliás, os dois, tem de ser acompanhados a cada 15 dias... até para saber como ele se desenvolve.
Hoje ele veio para casa, enfim. Sexta a veterinária quer vê-lo novamente.
A partir de agora ele não poderá fazer esforço, nem se estressar, nem ficar agitado... Quero ver a gente se virar nos 30 com tudo isso.
É isso!
Em breve... bem, isso será em breve. Por ora, que ele viva feliz e se sentindo amado como sempre foi".
Não foram as melhores notícias que postei, mas...era isso o que devia (penso eu) ser dito.
As pessoas foram muito solidárias e isso nos ajuda muito.
Recebi dicas de comidas, do que fazer, o que comprar, tudo para facilitar a vida dele e a nossa.
A Karenina postou esta foto, em seu Facebook, com esta descrição:
"Eu só posso agradecer por o meu Gugão estar agora deitado comigo!
15 anos de muito amor...".
Antes de dormir, postei esta foto e esta descrição:
"Boa-noite! Vou cedo...hoje tenho de fazer companhia para alguem muito especial em minha vida: o Guga. Durmam com seus anjos, q eu dormirei com o meu!".
O olhar dele diz tudo...
Choramos muito, o Sérgio e eu.
À noite a Karenina estve aqui (com a Carol). Não foi diferente.
Tentávamos, um dar apoio ao outro e rezamos e torcemos e pedimos muitos aos Deuses, a quem, cada um acredita... q trouxesse o Guga de volta para casa, para que ele fosse feliz conosco, por mais tempo.
A segunda foi difícil. Num telefonema dado pela Drª Tantiane, ela nos disse que o Guga poderia voltar, pois já poderia receber alta.
Fomos atendidos, nesse dia, pela, também muito atenciosa, Drª Carine Stefanello, que confirmou que o Guga estava em uma situação crítica, que, à medida do possível, poderia ter vida "normal". Só deveríamos evitar que se estressasse, que tivesse emoções fortes, longas caminhadas, subir e descer escadas, ...
A ração, preferencialmente, ser uma para cardíacos - sim, o Guga é um cachorro cardíaco - ou fazer comidas, seguindo certas orientações, tomar remédios pelo resto da vida dele, ... orientações que ela passou a mim e ao Sérgio, que foi comigo para ajudar a trazer o Gugone de volta para casa.
Que, carinhosamente, nos entregou o Guga foi a Drª Carine. Viva!
Ele cheirava tudo, queria ir cá, lá, acolá...até o Sérgio sair com ele para fazer xixi, mas, imediatamente, voltou. Colo, chão, colo, caminhar, voltar, colo, chão.. em casa. :-)
Nessa noite, postei isso no facebook:
"O q eu posso dizer? Agradecer ...agradecer...agradecer...o Guga voltou para casa. Estah bem cansadinho. Meu veio querido!"
Tê-lo em casa, poder abraçá-lo novamente, poder perceber que ele ainda respirava, seu coração valente ainda batia... coisas bem simples, mas que representavam ter o nosso amigo de volta, não tem preço!
Ao chegar, logo, ele foi visitar os cômodos da casa.
O nariz dele tem esta mancha, pois foi colado o aparelho para receber oxigênio, a única forma para ele não tirar isso. Estava com a perna raspada, onde recebeu o soro.
Meus filhos e eu brindamos à vida dele. Cada instante de vida, a partir de agora, tem de ser brindado.
Ele estava vivo, mas estava abatido. Esta não foi a noite mais tranquila, mas ele se mostrava grato por estar em casa, em gestos, que só nós reconhecemos.
Por volta das 20h30min, postei isto, em meu facebook:
Fez a ecocardigrama e eco abdominal.
Têm alterações normais da idade dele nos rins e no fígado, mas isso não atrapalha a vida dele, apesar de já ser indícios de velhice.
O coração dele acusou problema em uma das válvulas , além do tamanho aumentado.
Mas isso tudo, ainda não é o maior problema.
Problema um: tem um tumor de 2cm no baço, que provavelmente é maligno.
Problema dois e o maior: tem um tumor na base do coração e esse não tem o q fazer, pois...não dá para tirar um pedaço do coração.
Isso pode fazer com q ele tenha morte súbita a qquer hora, ou pode ter novamente síncopes como teve ontem (desmaios).
A partir de agora ele tomará, pelo resto da vida, q esperamos seja loooonga, dois remédios: diurético e um vaso dilatador para que possa ter um pouco mais de qualidade de vida, mas o tumor.. esse, aliás, os dois, tem de ser acompanhados a cada 15 dias... até para saber como ele se desenvolve.
Hoje ele veio para casa, enfim. Sexta a veterinária quer vê-lo novamente.
A partir de agora ele não poderá fazer esforço, nem se estressar, nem ficar agitado... Quero ver a gente se virar nos 30 com tudo isso.
É isso!
Em breve... bem, isso será em breve. Por ora, que ele viva feliz e se sentindo amado como sempre foi".
Não foram as melhores notícias que postei, mas...era isso o que devia (penso eu) ser dito.
As pessoas foram muito solidárias e isso nos ajuda muito.
Recebi dicas de comidas, do que fazer, o que comprar, tudo para facilitar a vida dele e a nossa.
A Karenina postou esta foto, em seu Facebook, com esta descrição:
"Eu só posso agradecer por o meu Gugão estar agora deitado comigo!
15 anos de muito amor...".
Antes de dormir, postei esta foto e esta descrição:
"Boa-noite! Vou cedo...hoje tenho de fazer companhia para alguem muito especial em minha vida: o Guga. Durmam com seus anjos, q eu dormirei com o meu!".
O olhar dele diz tudo...
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
04/08/2013: Uma homenagem ao Guga, o nosso cachorro que, disseram, irá, em breve!
No dia 04 de agosto, domingo, por volta das 17h, eu postei isso no Facebook:
"O Guga baixou na emergência há pouco, passando muito mal. Teve uma provável síncope cardíaca. Aconteceu de repente...ele gritou de dor e foi ficando tonto, cambaleante... Agora, estamos aqui torcendo muito muito muito por ele. FORÇA, GUGA!!!".
Às 20h, eu postei isto:
" O Guga ficará internado hoje à noite. Amanhã fará exames de tórax, inclusive para ver como está, de fato, o coração dele, que deve ser a mais provável causa de tudo isso.
Os exames de sangue não acusaram nada demais.
Tiraram ele do oxigênio, mas continua no soro. Está se levantando devagar, tenta caminhar... espero evolua bem em tudo".
Às 23h23min, eu postei isto:
"Hoje à noite ele está mais espertinho... comeu peito de frango, q ele adora... Agora é esperar os exames de amanhã... meu véio deve ter um probleminha no coração... teremos de ter cuidados extra, agora".
Liguei várias vezes para a PET Mundo Animal, onde ele estava internado. Falo isso, pois quero salientar a grande atenção e gentileza que todos tiveram para comigo e no atendimento ao Guga. OK! Eu estava pagando, mas sei diferenciar um bom serviço, feito com amor de um serviço feito por obrigação.
Para saber mais:
O Guga é o nosso cachorro. Um Poodle, que já têm 15 anos. É um geminiano. Nasceu no dia 16 de junho de 1998.
(Assim que eu scannear, posto aqui uma foto dele bem pequenino)
A Karenina, minha filha, ganhou-o de uma ex-aluna minha, contendo todas as instruções sobre como cuidar de um cachorro, sobre cuidar do "Crispin", o nome dado pela antiga "dona".
Nós fizemos uma votação e mudamos para Guga.
Ele chegou aqui com 30 dias, apenas. Tadinho! Tremia muito - até hoje treme muito, quando ele está com dor, com medo ou quando vai para a PET tomar banho.
Desde que ele chegou, muita coisa foi ficando melhor aqui em casa. A descoberta e o aflorar de sentimentos, a atenção recebida, o carinho constante, o companheirismo para tudo,as brincadeiras intermináveis, as sapequices, as corridas, as maluquices e esquesitices... fomos e somo uma família feliz, principalmente, no que tange ao Guga.
Chegar em casa, sempre foi motivo de festa. Sempre havia alguém - o Guga - a nos receber com MUITA festa, com muita alegria. E ele tinha de ser o primeiro a ser cumprimentado, até porque ele ficava na porta a nos esperar.
Ele sabia o horário que meus filhos chegariam do colégio. Uns 15min antes de chegarem, já se postava em frente à porta a esperá-los. O mesmo fazia para mim.
Até os 4 meses, ele ficou dentro de casa, sem colocar os pés, aliás, as patinhas na rua, pois queríamos garantir que nada lhe aconteceria; precisava ter as vacinas inicias antes de sair à rua.
E assim foi.
A partir da primeira vez que ele saiu e fez xixi e cocô na rua, nunca mais ele fez isso dentro de casa. Era capaz de ficar horas sem fazer. A gente dizia q ele hibernava, pois ficava dormindo, sem comer nada (acho que bebia água, mas não tenho certeza) até chegarmos. Inicialmente, somente o Sérgio (meu filho) e a Karenina passeavam com ele.
Durante um bom tempo ele foi meu companheiro de caminhada...e caminhávamos bastante. Pelo menos uns 6 a 7 quilômetros duas a três vezes por semana. Isso dos 6 aos 9 ou 10 anos. Não me recordo.
Aaaah! Ele foi muito muito arteiro.
Nunca foi de comer sofá ou de destruir móveis da casa, mas chinelos, sapatos e uma bolsa minha, sem contar as calças das "crianças". Também roeu um lençol, umas colchinhas...
Quando chegamos em casa, até antes do ocorrido no domingo, dia 04, ele corria a procurar um bolinha, um chinelo, ou, preferencialmente, uma meia e vinha ao nosso encontro, mas não largava; queria que brincássemos com ele, correndo atrás para tentar tirar o objeto da boca dele.
Ele foi o maior guardião das minhas coisas. Se eu deixasse uma bolsa ou uma roupa sobre a minha cama, por exemplo, ele deitava sobre ela e não deixava ninguém se aproximar. Ficava rosnando feito fera.
Há uns anos (poucos), ele passou a abocanhar a minha roupa e ficar arrastando pela casa, para garantir que ninguém a pegaria. Tsc... pobres roupas! Por sorte só deixava roupas que ele podia fazer isso.
Um blusão velho é o que eu mais deixo, propositalmente, sobre a cama.
Atualmente, tenho evitado, pois ele fica muito possesso, se tem algo próximo a ele. Grrrr... e fica tremendo, com medo que alguém tire o que ele tem (de meu, é claro). Pode ser uma roupa ou uma bolsa...
Ah! Falando em bolsa.. lembrei de outra: ele sabia que a bolsa era sinal de "mamãe vai sair", então ele ficava segurando-a. E isso era motivo de muitas brincadeiras que fazíamos com ele, enganado-o e roubando o que ele tentava proteger.
Quinze anos de vida em comum é motivo para muitas e muitas histórias. Fantásticas histórias.
Bem, mas porque decidi escrever esta história?
Escrevi este post e outros, postando diariamente, na medida do possível, o que vem acontecendo com ele, não porque pretendo informar algo importante para os outros, mas porque ele foi um serzinho muito muito muito importante na vida da Karenina, do Sérgio e minha.
Domingo, ao deixá-lo na PET internado, ouvimos a veterinária, Drª Tatiane Linden, nos dizer claramente: "Fiquem preparados, pois há risco de óbito". Isso doeu demais. Ele estava correndo, brincando, faceiro (claro que bem menos que anos anteriores), no dia anterior. No sábado, ele e eu corremos no pátio, junto com outra cadela, que também mora no nosso prédio e, no dia seguinte, ouvir que ele pode não voltar...
Esta é uma homenagem ao Guga, ao nosso cachorro, que sabe que é muito amado e que faz parte desta família e sempre fará.
"O Guga baixou na emergência há pouco, passando muito mal. Teve uma provável síncope cardíaca. Aconteceu de repente...ele gritou de dor e foi ficando tonto, cambaleante... Agora, estamos aqui torcendo muito muito muito por ele. FORÇA, GUGA!!!".
Às 20h, eu postei isto:
" O Guga ficará internado hoje à noite. Amanhã fará exames de tórax, inclusive para ver como está, de fato, o coração dele, que deve ser a mais provável causa de tudo isso.
Os exames de sangue não acusaram nada demais.
Tiraram ele do oxigênio, mas continua no soro. Está se levantando devagar, tenta caminhar... espero evolua bem em tudo".
Às 23h23min, eu postei isto:
"Hoje à noite ele está mais espertinho... comeu peito de frango, q ele adora... Agora é esperar os exames de amanhã... meu véio deve ter um probleminha no coração... teremos de ter cuidados extra, agora".
Liguei várias vezes para a PET Mundo Animal, onde ele estava internado. Falo isso, pois quero salientar a grande atenção e gentileza que todos tiveram para comigo e no atendimento ao Guga. OK! Eu estava pagando, mas sei diferenciar um bom serviço, feito com amor de um serviço feito por obrigação.
Para saber mais:
O Guga é o nosso cachorro. Um Poodle, que já têm 15 anos. É um geminiano. Nasceu no dia 16 de junho de 1998.
(Assim que eu scannear, posto aqui uma foto dele bem pequenino)
A Karenina, minha filha, ganhou-o de uma ex-aluna minha, contendo todas as instruções sobre como cuidar de um cachorro, sobre cuidar do "Crispin", o nome dado pela antiga "dona".
Nós fizemos uma votação e mudamos para Guga.
Ele chegou aqui com 30 dias, apenas. Tadinho! Tremia muito - até hoje treme muito, quando ele está com dor, com medo ou quando vai para a PET tomar banho.
Desde que ele chegou, muita coisa foi ficando melhor aqui em casa. A descoberta e o aflorar de sentimentos, a atenção recebida, o carinho constante, o companheirismo para tudo,as brincadeiras intermináveis, as sapequices, as corridas, as maluquices e esquesitices... fomos e somo uma família feliz, principalmente, no que tange ao Guga.
Chegar em casa, sempre foi motivo de festa. Sempre havia alguém - o Guga - a nos receber com MUITA festa, com muita alegria. E ele tinha de ser o primeiro a ser cumprimentado, até porque ele ficava na porta a nos esperar.
Ele sabia o horário que meus filhos chegariam do colégio. Uns 15min antes de chegarem, já se postava em frente à porta a esperá-los. O mesmo fazia para mim.
Até os 4 meses, ele ficou dentro de casa, sem colocar os pés, aliás, as patinhas na rua, pois queríamos garantir que nada lhe aconteceria; precisava ter as vacinas inicias antes de sair à rua.
E assim foi.
A partir da primeira vez que ele saiu e fez xixi e cocô na rua, nunca mais ele fez isso dentro de casa. Era capaz de ficar horas sem fazer. A gente dizia q ele hibernava, pois ficava dormindo, sem comer nada (acho que bebia água, mas não tenho certeza) até chegarmos. Inicialmente, somente o Sérgio (meu filho) e a Karenina passeavam com ele.
Durante um bom tempo ele foi meu companheiro de caminhada...e caminhávamos bastante. Pelo menos uns 6 a 7 quilômetros duas a três vezes por semana. Isso dos 6 aos 9 ou 10 anos. Não me recordo.
Aaaah! Ele foi muito muito arteiro.
Nunca foi de comer sofá ou de destruir móveis da casa, mas chinelos, sapatos e uma bolsa minha, sem contar as calças das "crianças". Também roeu um lençol, umas colchinhas...
Quando chegamos em casa, até antes do ocorrido no domingo, dia 04, ele corria a procurar um bolinha, um chinelo, ou, preferencialmente, uma meia e vinha ao nosso encontro, mas não largava; queria que brincássemos com ele, correndo atrás para tentar tirar o objeto da boca dele.
Ele foi o maior guardião das minhas coisas. Se eu deixasse uma bolsa ou uma roupa sobre a minha cama, por exemplo, ele deitava sobre ela e não deixava ninguém se aproximar. Ficava rosnando feito fera.
Há uns anos (poucos), ele passou a abocanhar a minha roupa e ficar arrastando pela casa, para garantir que ninguém a pegaria. Tsc... pobres roupas! Por sorte só deixava roupas que ele podia fazer isso.
Um blusão velho é o que eu mais deixo, propositalmente, sobre a cama.
Atualmente, tenho evitado, pois ele fica muito possesso, se tem algo próximo a ele. Grrrr... e fica tremendo, com medo que alguém tire o que ele tem (de meu, é claro). Pode ser uma roupa ou uma bolsa...
Ah! Falando em bolsa.. lembrei de outra: ele sabia que a bolsa era sinal de "mamãe vai sair", então ele ficava segurando-a. E isso era motivo de muitas brincadeiras que fazíamos com ele, enganado-o e roubando o que ele tentava proteger.
Quinze anos de vida em comum é motivo para muitas e muitas histórias. Fantásticas histórias.
Bem, mas porque decidi escrever esta história?
Escrevi este post e outros, postando diariamente, na medida do possível, o que vem acontecendo com ele, não porque pretendo informar algo importante para os outros, mas porque ele foi um serzinho muito muito muito importante na vida da Karenina, do Sérgio e minha.
Domingo, ao deixá-lo na PET internado, ouvimos a veterinária, Drª Tatiane Linden, nos dizer claramente: "Fiquem preparados, pois há risco de óbito". Isso doeu demais. Ele estava correndo, brincando, faceiro (claro que bem menos que anos anteriores), no dia anterior. No sábado, ele e eu corremos no pátio, junto com outra cadela, que também mora no nosso prédio e, no dia seguinte, ouvir que ele pode não voltar...
Esta é uma homenagem ao Guga, ao nosso cachorro, que sabe que é muito amado e que faz parte desta família e sempre fará.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Solidariedade .... vem de dentro, não é forçada!
Solidariedade
A vida é vivida a partir de parâmetros. Configuramos e reconfiguramos valores e conceitos ao sabor das linhas desenhadas no caderno de nossa existência. A cristalina certeza de ontem é o hoje a opaca dúvida que nos atormenta. As lânguidas demonstrações e juras de amor que vão dormir acesas acordam cinzas langorosas de indiferenças. Porque o mundo gira e porque a vida treme, já não temos mais tanta certeza da certeza. A única certeza é a certeza de nossas dúvidas.
Na geografia dos eventos de nossa vida, com montanhas de alegrias em dias ensolarados ou vales de lágrimas com trovoentas chuvas, demoramos a aprender que de tudo a essência é o amor, em suas variadas incorporações. Dentre elas, a que hoje encontra luz sob o holofote do enredo da minha vida chama-se solidariedade.
A solidariedade é a certeza da presença de alguém, tomando chuva com você, ainda que nada ganhe com isso, só para fazer, pela conversa, o sangue continuar circulando e prolongar sua resistência. Solidário é companheiro de chuva.
A solidariedade é o preenchimento da expectativa de que o outro vai retribuir aqueles momentos em que você, calado ou brigando, prostrou-se na frente daquela batalha, porque acreditava em uma causa, a mesma causa de quem hoje com a mesma verve prostra-se ao seu lado. Solidário é companheiro de trincheira.
A solidariedade é aquela voz inaudível de defesa no meio da gritaria estridente de acusações. É a manifestação eloquente, ainda que silenciosa, da presença solidificante na sustentação em meio aos fortes ventos de tempestade criados por articulações maléficas dos que só se solidarizam para fazer o mal, o que não é solidariedade, mas cumplicidade. Solidário é companheiro de voz.
A solidariedade é espontânea. Vem por convicção e não por remorso. Solidariedade que não é espontânea cessa e titubeia na volta da primeira ameaça, recolhendo-se novamente, assustada, e indo para onde nunca deveria ter saído, no recôndito da tibieza. É uma ilusória gota d’água para quem está à morte com sede no deserto. Solidário é companheiro de sinceridade.
A solidariedade é atemporal e ubiquitária. Sua presença quando necessária chega viajando distâncias temporais e geográficas, assinadas por pessoas queridas distantes do presente, mas presentes no passado, distantes do olhar, mas próximas na retina afetiva. Solidário é companheiro da vida e de vida.
Tomar chuva na trincheira, gritar pelo outro até perder a voz por vontade própria, quando e onde estiver, a hora em que for preciso. Isso é ser solidário. A solidariedade é capacidade de fazer sólido quem de solidez necessita. Parece contraditório, mas cristal é a matéria-prima da solidariedade. Se trinca por hesitação nem mesmo o mais perfeito artesão, que é o tempo, é capaz de remover as estrias. Nem o tempo.
A vida é vivida a partir de parâmetros. Configuramos e reconfiguramos valores e conceitos ao sabor das linhas desenhadas no caderno de nossa existência. A solidariedade, sem dúvida, é amor. E do tipo mais nobre. Do tipo mais inesquecível. Do tipo mais admirável. Hoje eu sei.
terça-feira, 15 de junho de 2010
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