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domingo, 21 de agosto de 2011

Um momento histórico na Itália: Vá Pensiero - A Ópera de Roma fez bis

No último dia 12 de março/2011 a Itália festejava os 150 anos de sua unificação no reinado de Vitorio Emanuele II, unificação esta que só foi realmente confirmada 68 anos depois no tratado de Latrão. Naquele dia, a Ópera de Roma apresentou a ópera Nabuco de Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilônia, uma obra não só musical, mas também, política, à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).
Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti. Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno – ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento.
Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma incomum ovação, clima que se transformou numa verdadeira «noite de revolução » quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral «Va pensiero», o famoso hino contra a dominação. « Há situações que não se pode descrever, mas apenas sentir o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino; clima que se transforma em fervor aos primeiros acordes. A reação do público é visceral, quando o coro entoa – ‘Ó minha pátria, tão bela e perdida’».
Ao terminar o hino os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público se manifesta com gritos de «bis», «viva Itália», «viva Verdi» . Das galerias são lançados papéis com mensagens políticas.
Não sendo comum dar bis durante uma ópera, e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro À La Sacala de Milão, o maestro hesitou, pois como ele depois disse: «Não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular». Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico, o maestro encarou o público e o próprio Berlusconi. Fazendo-se silêncio, e reagindo a um grito de «longa vida à Itália», disse:
«Sim, longa vida à Itália mas ... [aplausos]. Não tenho mais 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto concordo com o vosso pedido de bis para o Va Pensiero. Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o coro que cantava ‘ Ó meu pais, belo e perdido’, eu pensava que a continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual se assenta a história da Itália. Neste caso, nós, nossa pátria, será verdadeiramente ‘bela e perdida' (aplausos retumbantes, incluindo dos artistas da peça). Reina aqui um ‘clima italiano’; eu, Mutti me calei por longos anos. Gostaria agora...   nós deveríamos dar sentido à este canto ; como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um coro que cantou magnificamente, e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos. »
Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Coro dos Escravos. Pessoas se levantaram. Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou. Foi um momento magnífico na ópera ! Vê-se, também, o pranto dos artistas. Aquela noite não foi apenas uma apresentação do Nabuco mas, sobretudo, uma declaração do teatro da capital dirigida aos políticos.
Este vídeo nos brinda, assim, com um estupendo, talvez histórico, momento de desempenho musical e revolta cultural, diante dos desgovernos, prevaricações e falta de lideranças, não só no Brasil, mas no mundo como um todo.
Um momento intenso de emoção para os apaixonados pela música, mas também, pelos direitos humanos.

 


Recebido por email, de Ciro.

sábado, 3 de julho de 2010

Minha história contada em fotos - #PhotoDay

Bem... os que já me conhecem já sabem do que se trata.

O Desafio #PhotoDay é uma "brincadeira" que começou no dia 03/05/2010, entre @DonaKyon, @Jorgepontual, @claudiasakuraba e eu, @rutevera , integrantes do Twitter.
A ideia foi a de clicarmos uma foto diária e postá-la no TwitPic. Do TwitPic colocaríamos num blog.

Por que isso?
Pelo simples fato de adorarmos fotografia.
Eu, por exemplo, não conheço técnicas, nada de nada mesmo, mas aceitei participar do desafio, pois quero aprender sobre o assunto. Quero ouvir as criticas de meus amigos para aprenderr e fazer cada vez melhor.

No 6º dia do desafio o @jorgepontual abriu o desafio para quem quisesse participar.
Estabelecemos regras e no dia 10/05/2010, 39 pessoas iniciaram o desafio e esse foi considerado o primeiro dia oficial do desafio.
Aos poucos as pessoas foram saindo, pois não conseguiam acompanhar a principal e, praticamente única regra que acabou valendo: Não pode ficar dois dias, consecutivos ou não, sem enviar uma foto.

Ideias mil na cabeça sobre este desafio. No final dará algo de muito bom.

Bem, então.. pretendo colocar aqui as fotos, ou instantâneos, como gosto de denominar minhas fotos, que faço durante todos os dias. Têm dias que clico mais, outros muito pouco. Depende da inspiração e do tempo disponível.

Vou tentar colocar aqui todas essas fotos.
E também escreverei mais sobre o desafio #PhotoDay.

E a postagem poderá não ser diária, porque o tempo tem sido bem escasso por estas bandas... :-)

Hoje coloco aqui  uma foto que acho especial: são várias pedras que recolhi no Sul da Itália, no Mar Mediterrâneo, na Sicilia e nas Ilhas Eolies (Vulcano e Lipari) em 2001. A qualidade da foto não é das melhores não, mas ...esta foi uma das primeiras fotos que fiz.
A pedra preta, à esquerda, é espuma de lava de vulcão, recolhida na ilha Vulcano.
A pedra preta, mais ao centro e acima é obsidiana, que peguei na Ilha Lipari; uma pedra muito forte, com muita energia. Adoro!
Abaixo, à direita, tem dois dentes fossilizados.