Retroceder jamais!
Seguir... Não olhar para trás, a nao ser que seja para aprender com o que passou.
Seguir... nem que seja aos trancos e barrancos, mas sempre seguir adiante.
Um dia chega-se lá ... no horizonte, para vislumbrar um novo horizonte a alcançar.
In boca al lupo!
Crepi il lupo.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Capitães De Abril - O Filme (Revolução dos Cravos)
Revolução dos Cravos
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Revolução dos Cravos refere-se a um período da história de Portugal resultante de um golpe de Estado militar, ocorrido a 25 de Abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e que iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático, com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de Abril de 1976.
Este golpe, normalmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais intermédios da hierarquia militar, na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que foram apoiados por oficiais milicianos, estudantes recrutados, muitos deles universitários. Este movimento nasceu por volta de 1973, baseado inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por se estender ao regime político em vigor. Sem apoios militares, e com a adesão em massa da população ao golpe de estado, a resistência do regime foi praticamente inexistente, registando-se apenas quatro mortos em Lisboa pelas balas da DGS.
Após o golpe foi criada a Junta de Salvação Nacional, responsável pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e respectiva orgânica. Assim, a 15 de Maio de 1974 o General António de Spínola foi nomeado Presidente da República. O cargo de primeiro-ministro seria atribuido a Adelino da Palma Carlos.
Seguiu-se um período de grande agitação social, política e militar conhecido como o PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações e confrontos militares, apenas terminado com o 25 de Novembro de 1975
Estabilizada a conjuntura política, prosseguiram os trabalhos da Assembleia Constituinte para a nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República.
Na sequência destes eventos foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de Abril, denominado "Dia da Liberdade"
sábado, 7 de abril de 2012
A onda Bolsonaro e o despertar do neonazismo
Via Carta Capital - artigo escrito por Clara Roman
Em 11 de maio de 2011, o Ceará eliminou o Flamengo na Copa do Brasil.
No dia seguinte, a Safernet, organização que monitora crimes de ódio na
rede, recebeu mais de cinco mil denúncias sobre perfis do Twitter que
incitavam o ódio contra nordestinos na internet. Fenômeno similar foi
observado pouco antes, em novembro de 2010, na eleição de Dilma Rousseff
– que teve maior votação no Nordeste. Foram quase três mil denúncias de
manifestações preconceituosas na rede social logo no dia seguinte.
Outras datas tiveram picos de denúncias: o dia seguinte ao lançamento da campanha #HomofobiaNão, no Twitter, seguida da #HomofobiaSim, em 19 de novembro de 2010.
Até então, alguns perfis detonadores, como a da estudante de direito Mayara Petruso, eram responsáveis tanto pela onda de ódio como pela indignação dos usuários ao preconceito veiculado, como reação, na rede. Em 2011, no entanto, quando algumas figuras públicas começaram a fazer declarações de ódio, racismo e homofobia explícitas, veiculadas pela mídia, os picos, ainda que menores, começaram a ser cada vez mais frequentes.
Entre todos os episódios, ninguém encarnou tão perfeitamente o fenômeno como o ex-militar Jair Bolsonaro. Deputado federal pelo PP do Rio, Bolsonaro tornou-se fenômeno midiático quando, em abril de 2011, fez declarações racistas/homofóbicas no programa CQC – Custe o que Custar, do rede Bandeirantes. Questionado pela cantora Preta Gil o que faria se seu fiho se apaixonasse por uma negra, Bolsonaro respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”. A repercussão deixou o parlamentar por algumas semanas em exposição intensa na mídia. Com isso, os neonazistas acordaram.
Diversas manifestações antissemitas, ainda que em menor quantidade do que os outros tipos de manifestação, inundaram a rede.
Hoje, o Brasil tem cerca de 300 células neonazistas. Segundo a antropológa Adriana Dias, mestre pela Unicamp e que estuda o tema há dez anos, cerca de 150 mil brasileiros baixam mensalmente mais de cem páginas com conteúdos nazistas. Desse total, 15 mil são líderes e coordenam as incitações de ódio na internet.
Na esteira desse despertar, a atuação cada vez mais intensa de quadrilhas neonazistas foi alvo do maior pico de denúncias do relatório da Safernet. Em 11 de dezembro de 2011, a organização recebu mais de 21 mil denúncias de 11 perfis do Twitter que incitavam ódio a imigrantes, negros, judeus, mulheres e homossexuais. A mesma quadrilha alimentava um site próprio com o nome falso de Silvio Koerich.
Em 22 de março, a Polícia Federal prendeu dois homens acusados de serem os cabeças do grupo: Emerson Eduardo Rodrigues, 32 anos, e Marcello Valle Silveira Mello, 29.
Além das inúmeras incitações à violência, a PF identificou plano para um ataque em massa a estudantes de Ciências Sociais na Universidade de Brasília, com data marcada e estratégias de ação.
Com 70 mil denúncias e 500 mil arrecadados em conta por doações de parceiros, o site mobiliza muita gente. Com senhas compartilhadas, mesmo depois da prisão, novos textos continuam a ser postados e as contas no Twitter permanecem ativas. Ao todo, Tavares calcula que mais de uma centena de perfis falsos foram feitos pela quadrilha.
Segundo ele, a Operação Intolerância, que procura agora os outros integrantes do grupo, foi um marco ao priorizar crimes cibernéticos e fazer uma investigação profunda para identificar os culpados.
“O Brasil ainda está engatinhando na repressão a crimes de ódio”, conta ele, que vê uma resistência do Judiciário a condenar pessoas acusadas de racismo, crime tipificado na lei.
Nos últimos dez anos, o movimento neonazista cresceu assustadoramente, segundo a antropóloga Adriana Dias. O número de sites passou de oito mil a 32 mil. Já o crescimento da atividade em fóruns de discussão online cresceu 400%, impulsionados pelo aumento da comunicação possibilitado pela internet.
Quando pessoas no Brasil são presas, células internacionais auxiliam financeiramente para bancar advogados. “A participação brasileira em fóruns internacionais nazistas é muito intensa”, afirma Dias. “Uma pessoa se comunica com qualquer outra com tradutor a dois toques”.
O perfil do neonazista:
A pesquisa de Adriana Dias identificou o perfil do neonazista brasileiro. Confira:
- Desses 300 grupos, 90% se concentram em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
-São brancos, homens, jovens, a maioria com ensino superior (completo e incompleto)
- Para se inserir nas células, é necessário ritual de iniciação. Geralmente, espancar gratuitamente um negro ou judeu na rua, e que pode levar à morte.
- Depois de aceito, o nazista recebe senha para acessar manual, que lhe dirá, entre outras coisas, como reconhecer um útero branco – a mulher perfeita para procriação de um neonazista.
- Todos eles enfrentam dificuldades de socialização
- Muitos apresentam frustrações sexuais: o próprio Emerson Rodrigues afirmou em seus vários sites e perfis, que sua ex-namorada havia o deixado por um “negão”(sic).
- Muito se sentem ressentidos por supostamente terem perdido poder, com a entrada do PT, associado à esquerda, no governo – esse aspecto está ligado, sobretudo, ao preconceito contra nordestinos e à ascensão de uma nova classe média.
- São fundamentalistas religiosos – o que pode ajudar a confundir liberdade religiosa com crimes de ódio
Outras datas tiveram picos de denúncias: o dia seguinte ao lançamento da campanha #HomofobiaNão, no Twitter, seguida da #HomofobiaSim, em 19 de novembro de 2010.
Até então, alguns perfis detonadores, como a da estudante de direito Mayara Petruso, eram responsáveis tanto pela onda de ódio como pela indignação dos usuários ao preconceito veiculado, como reação, na rede. Em 2011, no entanto, quando algumas figuras públicas começaram a fazer declarações de ódio, racismo e homofobia explícitas, veiculadas pela mídia, os picos, ainda que menores, começaram a ser cada vez mais frequentes.
Entre todos os episódios, ninguém encarnou tão perfeitamente o fenômeno como o ex-militar Jair Bolsonaro. Deputado federal pelo PP do Rio, Bolsonaro tornou-se fenômeno midiático quando, em abril de 2011, fez declarações racistas/homofóbicas no programa CQC – Custe o que Custar, do rede Bandeirantes. Questionado pela cantora Preta Gil o que faria se seu fiho se apaixonasse por uma negra, Bolsonaro respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”. A repercussão deixou o parlamentar por algumas semanas em exposição intensa na mídia. Com isso, os neonazistas acordaram.
Thiago Tavares, presidente da Safernet, explica que, ao expor as
opiniões publicamente – e não sofrer retaliações – Bolsonaro despertou a
atividade das células neonazistas que atuam no Brasil. Até então, a
internet servia apenas como canal de comunicação intergrupos.
Encorajados, no entanto, os neonazistas começaram a usar o Twitter como
campo de batalha, um lugar para expor suas ideias, praticar o ódio e
angariar simpatizantes. “Acabam se sentindo legitimados e encorajados”,
afirma ele.
Outro personagem público que contribuiu para o despertar dos nazistas
nas redes foi Danilo Gentili, do mesmo programa em que Bolsonaro
tornou-se astro. “Entendo os velhos de Higienópolis temerem o metrô. A
última vez que chegaram perto de um vagão foram parar em Auschwitz”,
afirmou o “humorista” em sua conta do Twitter.Diversas manifestações antissemitas, ainda que em menor quantidade do que os outros tipos de manifestação, inundaram a rede.
Hoje, o Brasil tem cerca de 300 células neonazistas. Segundo a antropológa Adriana Dias, mestre pela Unicamp e que estuda o tema há dez anos, cerca de 150 mil brasileiros baixam mensalmente mais de cem páginas com conteúdos nazistas. Desse total, 15 mil são líderes e coordenam as incitações de ódio na internet.
Na esteira desse despertar, a atuação cada vez mais intensa de quadrilhas neonazistas foi alvo do maior pico de denúncias do relatório da Safernet. Em 11 de dezembro de 2011, a organização recebu mais de 21 mil denúncias de 11 perfis do Twitter que incitavam ódio a imigrantes, negros, judeus, mulheres e homossexuais. A mesma quadrilha alimentava um site próprio com o nome falso de Silvio Koerich.
Em 22 de março, a Polícia Federal prendeu dois homens acusados de serem os cabeças do grupo: Emerson Eduardo Rodrigues, 32 anos, e Marcello Valle Silveira Mello, 29.
Além das inúmeras incitações à violência, a PF identificou plano para um ataque em massa a estudantes de Ciências Sociais na Universidade de Brasília, com data marcada e estratégias de ação.
Com 70 mil denúncias e 500 mil arrecadados em conta por doações de parceiros, o site mobiliza muita gente. Com senhas compartilhadas, mesmo depois da prisão, novos textos continuam a ser postados e as contas no Twitter permanecem ativas. Ao todo, Tavares calcula que mais de uma centena de perfis falsos foram feitos pela quadrilha.
Segundo ele, a Operação Intolerância, que procura agora os outros integrantes do grupo, foi um marco ao priorizar crimes cibernéticos e fazer uma investigação profunda para identificar os culpados.
“O Brasil ainda está engatinhando na repressão a crimes de ódio”, conta ele, que vê uma resistência do Judiciário a condenar pessoas acusadas de racismo, crime tipificado na lei.
Nos últimos dez anos, o movimento neonazista cresceu assustadoramente, segundo a antropóloga Adriana Dias. O número de sites passou de oito mil a 32 mil. Já o crescimento da atividade em fóruns de discussão online cresceu 400%, impulsionados pelo aumento da comunicação possibilitado pela internet.
Quando pessoas no Brasil são presas, células internacionais auxiliam financeiramente para bancar advogados. “A participação brasileira em fóruns internacionais nazistas é muito intensa”, afirma Dias. “Uma pessoa se comunica com qualquer outra com tradutor a dois toques”.
O perfil do neonazista:
A pesquisa de Adriana Dias identificou o perfil do neonazista brasileiro. Confira:
- Desses 300 grupos, 90% se concentram em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
-São brancos, homens, jovens, a maioria com ensino superior (completo e incompleto)
- Para se inserir nas células, é necessário ritual de iniciação. Geralmente, espancar gratuitamente um negro ou judeu na rua, e que pode levar à morte.
- Depois de aceito, o nazista recebe senha para acessar manual, que lhe dirá, entre outras coisas, como reconhecer um útero branco – a mulher perfeita para procriação de um neonazista.
- Todos eles enfrentam dificuldades de socialização
- Muitos apresentam frustrações sexuais: o próprio Emerson Rodrigues afirmou em seus vários sites e perfis, que sua ex-namorada havia o deixado por um “negão”(sic).
- Muito se sentem ressentidos por supostamente terem perdido poder, com a entrada do PT, associado à esquerda, no governo – esse aspecto está ligado, sobretudo, ao preconceito contra nordestinos e à ascensão de uma nova classe média.
- São fundamentalistas religiosos – o que pode ajudar a confundir liberdade religiosa com crimes de ódio
terça-feira, 3 de abril de 2012
Quantas guerras ainda terei que vencer... para, enfim, ser feliz?
Dever de Sonhar
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
(Fernando Pessoa)
Sonho ImpossívelSonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se este chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão
(Maria Bethânia)
segunda-feira, 2 de abril de 2012
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero...
Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
Poesia "Passagem das Horas" de Alvaro de Campos [Fernando Pessoa].
domingo, 1 de abril de 2012
Dança aérea: A revoada dos pássaros estorninhos
Estes pássaros apenas se defendem dos predadores ou estão a brincar??
O efeito de milhares de pássaros,mesmo pequenos, é impressionante. Fantástico mesmo!
amazing starlings murmuration (full HD) -www.keepturningleft.co.uk
segunda-feira, 26 de março de 2012
De Porto Alegre para o Mundo: é a cidade que escolhi para viver
(Escrevi este texto em maio de 2011 (http://bit.ly/GQFCsE ) e o reproduzo aqui, em homenagem ao aniversário de Porto Alegre).
Porto sempre alegre.
Porto Alegre, a cidade que carrego no coração.
PORTO ALEGRE!!
Eis a cidade que escolhi para viver, para que meus filhos nascessem, crescessem... e que também aprenderam a amar e, como eles mesmo dizem: daqui não sairemos.
Porto Alegre tem algo mágico no ar.
Tem inverno e verão. Tem outono e primavera. Assim, bem marcadas as estações.
Cada estação tem seu tempo e se mostra como tal.
No inverno aqui faz muito frio. À noite, não é raro baixar para temperaturas negativas. Por vezes é tão frio que flocos de neve ensaiam cair também aqui em Porto Alegre.
È a estação em que as pessoas ficam mais lindas, segundo alguns especialistas de moda. É a época dos edredons... aconchego, chocolate quente, quentão, pinhão, amendoim, vinho...
E o verão? nada que não mereça ser chamada de "Forno Alegre"
é um contraste entre uma estação e outra, pois no verão, ao sol, a temperatura se aproxima de 40º.
É muito quente mesmo. Por sorte é período de férias, época em que, a maioria dos portoalegrenses se muda para a orla marítima.
Muitos dizem que é uma das melhores épocas de se viver aqui, pois as ruas não engarrafam, não existe aquele montão diário de pessoas a transitar por todos os locais públicos, facilitando em muitas coisas.
Na primavera as ruas se enfeitam de coloridos mil... há flores por todos os lados. Aromas e cores estão presentes, quando setembro chega.
Ah! O outono... o outono traz as manhãs de sol, os mais lindos por-de-sóis à beira do Guaíba (É um estuário? é um rio?).
Traz a temperatura agradável, carregada com um frescor, que indica a chegada do inverno para logo mais. As temperaturas de outono são especiais para um passeio ao final do dia, para um café com amigos, para um vinho muito bem acompanhados ...
Dizem que na primavera o amor está no ar.
Sabemos que sim, mas.. é que os cientistas não vieram a Porto Alegre para fazer uma pesquisa dessas no outono.
Quem resiste a um espresso com um petit gateau, ao cair da tarde?
Ah! E não esqueçam de pedir um espresso com graspa (grapa, para alguns). Delícia pura!
E quem resiste a um vinho a dois?
Um bom vinho tinto (meu preferido sempre) faz mágicas.
Falei das estações, mas aqui tem muito mais.
Cinema, teatro, shows, gente bonita, alegre, universidades excelentes, ótimas empresas para se trabalhar, praias de mar a pouco mais de uma hora de viagem, tem a Serra Gaúcha, também, a pouco mais de uma hora de viagem ... tem gente que faz, gente que labuta dia a dia, batalhando por um mundo melhor...
Porto Alegre, foi a cidade que escolhi para viver.
Porto Alegre merece a visita de quem ainda não a conhece.
"Porto Alegre é que tem um jeito legal..."
Porto Alegre é cantada em verso e prosa.
Não é a toa que Kleiton e Kledir cantam:
"Deu pra ti, baixo astral! Vou pra Porto Alegre, tchau!"
Porto sempre alegre.
Porto Alegre, a cidade que carrego no coração.
PORTO ALEGRE!!
Eis a cidade que escolhi para viver, para que meus filhos nascessem, crescessem... e que também aprenderam a amar e, como eles mesmo dizem: daqui não sairemos.
Porto Alegre tem algo mágico no ar.
Tem inverno e verão. Tem outono e primavera. Assim, bem marcadas as estações.
Cada estação tem seu tempo e se mostra como tal.
No inverno aqui faz muito frio. À noite, não é raro baixar para temperaturas negativas. Por vezes é tão frio que flocos de neve ensaiam cair também aqui em Porto Alegre.
È a estação em que as pessoas ficam mais lindas, segundo alguns especialistas de moda. É a época dos edredons... aconchego, chocolate quente, quentão, pinhão, amendoim, vinho...
E o verão? nada que não mereça ser chamada de "Forno Alegre"
é um contraste entre uma estação e outra, pois no verão, ao sol, a temperatura se aproxima de 40º.
É muito quente mesmo. Por sorte é período de férias, época em que, a maioria dos portoalegrenses se muda para a orla marítima.
Muitos dizem que é uma das melhores épocas de se viver aqui, pois as ruas não engarrafam, não existe aquele montão diário de pessoas a transitar por todos os locais públicos, facilitando em muitas coisas.
Na primavera as ruas se enfeitam de coloridos mil... há flores por todos os lados. Aromas e cores estão presentes, quando setembro chega.
Ah! O outono... o outono traz as manhãs de sol, os mais lindos por-de-sóis à beira do Guaíba (É um estuário? é um rio?).
Traz a temperatura agradável, carregada com um frescor, que indica a chegada do inverno para logo mais. As temperaturas de outono são especiais para um passeio ao final do dia, para um café com amigos, para um vinho muito bem acompanhados ...
Dizem que na primavera o amor está no ar.
Sabemos que sim, mas.. é que os cientistas não vieram a Porto Alegre para fazer uma pesquisa dessas no outono.
Quem resiste a um espresso com um petit gateau, ao cair da tarde?
Ah! E não esqueçam de pedir um espresso com graspa (grapa, para alguns). Delícia pura!
E quem resiste a um vinho a dois?
Um bom vinho tinto (meu preferido sempre) faz mágicas.
Falei das estações, mas aqui tem muito mais.
Cinema, teatro, shows, gente bonita, alegre, universidades excelentes, ótimas empresas para se trabalhar, praias de mar a pouco mais de uma hora de viagem, tem a Serra Gaúcha, também, a pouco mais de uma hora de viagem ... tem gente que faz, gente que labuta dia a dia, batalhando por um mundo melhor...
Porto Alegre, foi a cidade que escolhi para viver.
Porto Alegre merece a visita de quem ainda não a conhece.
"Porto Alegre é que tem um jeito legal..."
Porto Alegre é cantada em verso e prosa.
Não é a toa que Kleiton e Kledir cantam:
"Deu pra ti, baixo astral! Vou pra Porto Alegre, tchau!"
domingo, 25 de março de 2012
Duas ferramentas para saber se alguém está plagiando seus conteúdos
Plágio, em russo, significa "cinco compassos", isto é, qualquer música que tenha 5 compassos iguais a outra, indica que houve cópia, portanto, plágio.
Aqui apresento duas ferramentas que permitem identificar se alguém andou plagiando seu conteúdo.
Os mesmo foram retirados do site http://officeweb.paulomoraes.net/
Hoje, infelizmente, é grande o número de
internautas que copiam conteúdo de nossos canais sem ao menos dar a
devida referência ou mesmo citar o nome do Autor.
O Copyscape é uma
ferramenta ótima para resolver esse problema, basta informar o link do
seu blog/site que o sistema analisará quais canais na web estão gerando
plágio do seu conteúdo. O sistema exibe a porcentagem de clonagem e deixa
em evidência a área possivelmente clonada.
Para utilizar o serviço basta acessar o www.copyscape.com e informar o canal que deseja analisar.
Obs: O Sistema fornece a
versão gratuíta e a versão pró, sendo que a versão free é limitada e
busca apenas 10 links, já na versão profissional é permitida
consulta de acordo com os créditos inseridos, contando ainda com outros
recursos.
Utilizo a versão pró, a qual podemos
definir o valor do crédito (mínimo $ 10,00) , com direito a 200
consultas e prazo de inspiração de 1 ano; acredito que é válido o
custo/benefício.
Esta é uma eficaz ferramenta para
verificar a originalidade de um trabalho escolar e acadêmico, uma
atividade extremamente necessária nos tempos atuais, pois, infelizmente
muitos estudantes adotam a cultura de copiar trabalhos disponíveis na
internet na hora de apresentá-los, dificultando, em muito, a vida dos
professores, que além de dedicar tempo especial para analisar estas
atividades, necessitam desperdiçar tempo extra realizando uma profunda
pesquisa pela rede mundial de computadores a fim de constatar a
veracidade do trabalho em questão.
Com esta ferramenta a metodologia
ficará bem mais fácil, bastando informar o conteúdo desejado para que o
sistema procure e informe se há algo parecido, exibindo a porcentagem
de plágio existente no material em questão.
Cadastro e utilização:
Cadastro:Acesse o site: http://approbo.citilab.eu/
Faça o cadastro, informando nome de usuário e senha;
Confirme a mensagem recebida em sua conta de e-mail;
Utilização
- Clique em “Analizar“;
-Em “Elige el documento” informe o arquivo que deseja pesquisar;
- Confirme o processo, clicando na opção “Analizar” desta mesma janela;
- Aguarde alguns instantes até que o sistema realize a procura, caso seja encontrada alguma coincidência, será exibido o número de documentos encontrados e seus respectivos conteúdos.
Veja um exemplo:
terça-feira, 20 de março de 2012
E eis que adentra o outono em nossas vidas
No Hemisfério Sul, às 02h14min, eis que chega a estação das cores douradas, alaranjadas,...
Ah! as cores... as cores de outono são mágicas...
Outono, a estação que prepara o coração para o aconchego, que o aquece e o prepara para a estação que está por vir...
É a estação da sedução mais velada, do (nem tão) ingênuo sorrir...
Outono, ocaso das estações.
Para comemorar a estação, que é, hoje, a minha preferida...
A todos um doce, leve e feliz outono,
Fala-se tanto em ciclovias... Zona | por João Antônio
“(...)
Zona
Vou pedalando. O sol queima a rua Itaboca, me dá firme na cabeça, os bondes comem os trilhos, é um barulhão que estremece até as casas; os trens da Sorocabana e da Santos-Jundiaí vão se repetindo lá em cima do viaduto da Alameda Nothmann, carregados e feios. Gente se pendura até nas portas. Vou pedalando. (...)
Lá do Largo do Coração de Jesus vêm chegando as batidas da igreja; toca também a sirena da fábrica de máquinas de costura aqui da rua José Paulino. Meio-dia, sol queimando. Sozinho no meio da rua, apenas deslizo, pedalando ao contrário, folgando o impulso da descidinha, gozando. (...) O vento quente me dando na cara, o sol me enxugando os cabelos, os olhos doem um pouco, acordei agorinha. Gostoso, pedalar. (...)
Sei lá por que gosto. Sei que gosto. Atravesso essas ruas de peito aberto, rasgando bairros inteirinhos, numa chispa, que vou largando tudo para trás – homens, casas, ruas. Esse vento na cara... Agora vou indo lá para o Pacaembu. Vou pegar a Nothmann, subir, desembocar direto na Barra Funda, ô puxada sentida! É me curvar sobre o guidão, teimar no pedal, enfiar a cara. Depois, ganho a avenida larga e, numa flechada, alcanço o estádio.
(...) Vou pedalando. Muito tranchã esta magra em que pedalo, camisa aberta, pondo o peito pra frente, o queixo quase-quase no guidão, fazendo curvas e fincando disparadas por estas ruas de São Paulo, tirando minhas finas entre postes e carros, avançando contra-mão, tirando as mãos do guidão e guiando só com os pés, na gostosura maior dessa vida... De quando em quando, me dando a fantasia de ir pelas ruas desertas, curvando sempre, de calçada a calçada, como se estivesse dançando uma valsa vienense... (...)
Termino a Alameda Nothmann, sigo o arrastado lerdo do bonde Barra Funda zunindo como abelha, vou tomar a descida longa agora, entrando de fina entre o bonde e o caminhão, deixando os dois para trás. Chispo. Saio do selim, me curvo, meto força no pedal da magrela. E trim-trim, já me sinto absoluto na rua. (...)
Agora, é chispar e firme. Que a volada dos autos na Avenida Pacaembu vai de enfiada, a setenta ou oitenta, por baixo, baixo. E quem hesita se estrepa. Corro também, na maluquice de todos, sempre juntinho ao meio-fio e olho firme, que uma porrada aqui na avenida costuma levar o freguês lá pra casa onde o diabo mora.
Rasgo dois-três quarteirões voando, ganho o largo, pego a esquerda, tiro uma fina depressinha entre o carrinho amarelo do sorveteiro e a ilha, já vejo o estádio com suas bandeiras, seus refletores, a imponência dos portões. (...)
A moça da auto-escola aparecerá hoje? Não havendo jogo no Pacaembu, este trecho de uns quatrocentos metros fica vazio, vaziinho. Os homens da auto-escola aproveitam para dar lições. Vem uma dona novinha aprendendo a guiar. Fico na minha perambulagem, embromo; fingindo voltas, indo e vindo, batida velha de quem não está querendo nada. O que me interessa é o namoro de olhos com a dona. Aquela é filha de bacanas, moça de seus bons tratos, enxuta, enxuta. Uma boneca, uma princesa, gata. Está claro que não posso pular em cima. É do partido alto e minha charla ali não dá pé. Depois, sempre o cara ao lado que é o instrutor... Mas nos namoramos com os olhos e se pego essa criança costuro toda de carinho.
Desisto de esperar, ir, voltar e campanar. Hoje ela não vem. Toco de volta para a zona. Tenho pressa.
Pacaembu, Barra Funda, Campos Elíseos, Bom Retiro. Vou pedalando. (...) ”
- ANTONIO, João. Paulinho Perna Torta. In: Leão-de-chácara. 8ª ed., São Paulo, Cosac & Naify, 2002, pp. 112-122.
Fonte: http://bit.ly/GAg6H8
Imagens: Internet via Google
domingo, 11 de março de 2012
Quais são os valores essenciais da vida? Por Orhan Pamuk
Quais são os valores essenciais da vida? O casamento? A amizade? A lealdade? As comunidades, os ideais, a política, a ética?
China, Índia, Brasil. Estes países se farão ouvir.
quinta-feira, 8 de março de 2012
quarta-feira, 7 de março de 2012
E o que nós mulheres conquistamos? À luta, gurias!
Encontrei este artigo no Facebook do Adão Villaverde e gostei muito, por isso replico aqui no meu blog.
por Céli Regina Jardim Pinto*
Obrigada, merecemos realmente parabéns, pois, desde as
sufragetes inglesas do início do século 20 até os dias de hoje, são muitas as
vitórias das mulheres. Conquistamos o direito ao voto, o direito de nos educar
e entrar nas universidades, de sermos cidadãs de primeira classe mesmo casadas,
de não precisarmos de autorização de ninguém para viajar, trabalhar, ir e vir.
Enfrentamos preconceitos, tivemos muitas vezes de provar que éramos tão
competentes quanto os homens no trabalho, apesar de ganharmos menos. Para
conseguirmos ser iguais, tivemos sempre de ser as melhores. Lutamos pelo direto
a termos uma vida adulta independente e sexualmente satisfatória. Lutamos
contra o tabu da virgindade, contra o machismo primário que nos definia segundo
a vontade, o poder e interesses, muitas vezes, pouco confessáveis.
No Brasil conseguimos importantes vitórias, que se
expressam em muitos momentos da história recente do país: na luta pela anistia
ainda durante a ditadura; na criação do Conselho Nacional das Mulheres na década
de 1980; nos projetos gestados no movimento feminista e levados até a
constituinte e daí transformados em direitos na Constituição de 1988; na
criação de delegacias de polícia especiais para cuidar da violência contra a
mulher; na Lei Maria da Penha; na criação da Secretaria Especial de Política
das Mulheres.
Mas o 8 de março não é só comemoração. Muitas de nossas
vitórias se naturalizaram, isto é bom, mas ao mesmo tempo trazem um grande
problema: as novas gerações de mulheres tendem a ver o feminismo como coisa do
passado, sem se darem conta de que a vida que levam hoje seria impossível sem
as lutas do feminismo ao longo do século 20. Os jovens hoje, mulheres e homens,
correm o risco de perderem estas conquistas se não se derem conta de que são
sempre conquistas, que antes não era assim. E conquistas têm de ser mantidas,
revisitadas e garantidas.
Portanto, temos de continuar a lutar, não só para
garantir os direitos já conquistados, mas porque existe muito a fazer: enquanto
as mulheres continuarem a serem mortas, enquanto a prostituição infantil for um
fato apenas relatado; enquanto houver trabalho escravo de mulheres, crianças e
homens, continuaremos lutando. Enquanto houver preconceito contra as mulheres
por sua cor ou orientação sexual, estaremos presentes. Estamos abertas para
encarar de frente uma discussão madura sobre o aborto no país, longe do cinismo
dos discursos eleitorais ou de uma triste moral de calças curtas. Não podemos
permitir que nossos corpos, nossos sentimentos e nossos sofrimentos sejam
alugados por credos religiosos, políticos ávidos de voto a qualquer preço ou
por senhores vetustos às vezes de fichas não muito limpas. Há muita luta pela
frente!
*CIENTISTA POLÍTICA, PROFESSORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL
DO RIO GRANDE DO SUL (UFRGS)
Esta música fala de mulheres também...
domingo, 4 de março de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Música de protesta - La vida no vale nada
LA VIDA NO VALE NADA
(Pablo Milanés)
La vida no vale nada
si no es para perecer
porque otros puedan tener
lo que uno disfruta y ama.
La vida no vale nada
si yo me quedo sentado
después que he visto y soñado
que en todas partes me llaman.
La vida no vale nada
cuando otros se están matando
y yo sigo aquí cantando
cual si no pasara nada.
La vida no vale nada
si escucho un grito mortal
y no es capaz de tocar
mi corazón que se apaga.
La vida no vale nada
si ignoro que el asesino
cogió por otro camino
y prepara otra celada.
La vida no vale nada
si se sorprende a otro hermano
cuando supe de antemano
lo que se le preparaba.
La vida no vale nada
si cuatro caen por minuto
y al final por el abuso
se decide la jornada.
La vida no vale nada
si tengo que posponer
otro minuto de ser
y morirme en una cama.
La vida no vale nada
si en fin lo que me rodea
no puedo cambiar cual fuera
lo que tengo y que me ampara.
Y por eso para mí
la vida no vale nada.
Fonte: http://bit.ly/wbrIDv
domingo, 15 de janeiro de 2012
Projeto fotográfico: Feliz 100 anos
“Jahrhundertmensch” (Feliz 100 anos) é o nome do projeto do fotógrafo alemão Karsten Thormaehlen no qual ele clica pessoas com mais de 100 anos de idade.
As imagens são limpas, não fazem uso de grandes truques de photoshop ou de softwares de edição. Ainda bem.
As imagens são limpas, não fazem uso de grandes truques de photoshop ou de softwares de edição. Ainda bem.
Descomplicar: vocabulário feminino
Se eu tivesse que escolher uma palavra apenas uma -para ser item obrigatório no
vocabulário da mulher de hoje, essa
palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar.
Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho
que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos
dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos
culpa,
olhar menos para o espelho.
olhar menos para o espelho.
Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro
para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.
Mas há
outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade,
por exemplo.
Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...)
nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano.
E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma
mulher quanto à convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam
dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma
caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes-
isso, sim, faz bem para a pele.
Para a alma, então, nem se fala.
Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o
namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o
celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue
proporcionar. E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu
vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa
e silêncio.
Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos,
três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa - e
a ficar em silêncio.
Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar
até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios
sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.
Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano,
para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de
uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do
nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção
na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada -
faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas
angústias e nos reconcilia com a vida.
Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que
falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias.
Deixe para discutir carboidratos e afins no
banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de
restaurantes, nem pensar.
Se for para ficar contando calorias, descrevendo
a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com
reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e
seu chá verde sozinha.
Uma sugestão?
Tente trocar a obsessão pela dieta por outra
palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza.
Ter classe não é usar roupas de grife: é ser
delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se
vestir.
Resgate aquele velho exercício que anda
esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria
de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha,
em casa, no supermercado, na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois
verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar.
Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim
de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai
conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu,
sonhe que está beijando o Brad Pitt ... sonhar é quase fazer acontecer.
Sonhe até que aconteça.
E recomece, sempre que for preciso: seja na
carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um
espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.
E, por último (agora, sim, encerrando), risque
do seu Aurélio a palavra perfeição.
O dicionário das mulheres interessantes inclui
fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a
mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa
nota mil.
Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste
que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam,
bumbum que encara qualquer biquíni.
Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E
mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres.
Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se
elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a
tão sonhada felicidade fica muito mais possível.
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